Jó 6

Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Então, Jó respondeu e disse:
1 Então Jó respondeu:
2 Oh! Se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança!
2 “Ah! Se a minha queixa, de fato, pudesse ser pesada, e contra ela, numa balança, se pusesse a minha miséria,
3 Porque, na verdade, mais pesada seria do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido inconsideradas.
3 esta, na verdade, pesaria mais que a areia dos mares. Por isso é que as minhas palavras foram precipitadas.
4 Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, e o seu ardente veneno, o bebe o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim.
4 Porque as flechas do Todo-Poderoso estão cravadas em mim, e o meu espírito sorve o veneno delas; os terrores de Deus se armam contra mim.
5 Porventura, zurrará o jumento montês junto à relva? Ou berrará o boi junto ao seu pasto?
5 Será que o jumento selvagem zurra quando está junto à relva? Ou será que o boi berra junto ao seu pasto?
6 Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?
6 Pode-se comer sem sal o que é insípido? Ou haverá sabor na clara do ovo?
7 A minha alma recusa tocar em vossas palavras, pois são como a minha comida fastienta.
7 Aquilo que a minha alma recusava tocar, isso é agora a minha comida repugnante.”
8 Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero!
8 “Quem dera que se cumprisse o meu pedido, e que Deus me concedesse o que desejo!
9 E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e acabasse comigo!
9 Que fosse do agrado de Deus esmagar-me, que soltasse a sua mão e acabasse comigo!
10 Isto ainda seria a minha consolação e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não repulsei as palavras do Santo.
10 Isto ainda seria a minha consolação, e eu saltaria de contente na minha dor, que é implacável; porque não tenho negado as palavras do Santo.
11 Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que prolongue a minha vida?
11 Por que esperar, se já não tenho forças? Por que prolongar a vida, se o meu fim é certo?
12 É, porventura, a minha força a força da pedra? Ou é de cobre a minha carne?
12 Por acaso a minha força é a força da pedra? Ou é de bronze a minha carne?
13 Está em mim a minha ajuda? Não me desamparou todo auxílio eficaz?
13 Não encontro socorro em mim mesmo; foram afastados de mim os meus recursos.”
14 Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso.
14 “Ao aflito deve o amigo mostrar compaixão, mesmo ao que abandonou o temor do Todo-Poderoso.
15 Meus irmãos aleivosamente me trataram; são como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,
15 Meus irmãos me enganaram; são como um ribeiro, como a torrente que transborda no vale,
16 que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve.
16 turvada com o gelo e com a neve que nela se esconde,
17 No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem; e, em se aquentando, desaparecem do seu lugar.
17 torrente que seca quando o tempo aquece, e que no calor desaparece do seu lugar.
18 Desviam-se as caravanas dos seus caminhos; sobem ao vácuo e perecem.
18 As caravanas se desviam dos seus caminhos, sobem para lugares desolados e perecem.
19 Os caminhantes de Temá os veem; os passageiros de Sabá olham para eles.
19 As caravanas de Temá procuram essa torrente, os viajantes de Sabá por ela suspiram.
20 Foram envergonhados por terem confiado; e, chegando ali, se confundem.
20 Ficam envergonhados por terem confiado; quando chegam ali, ficam decepcionados.
21 Agora, sois semelhantes a eles; vistes o terror e temestes.
21 Assim também vocês não me ajudaram em nada; veem os meus males e ficam com medo.
22 Disse- vos eu: dai-me ou oferecei-me da vossa fazenda presentes?
22 Por acaso pedi que me dessem recompensa? Ou que da riqueza de vocês me trouxessem algum presente?
23 Ou: livrai-me das mãos do opressor? Ou: redimi-me das mãos dos tiranos?
23 Será que pedi que me livrassem do poder do opressor? Ou que me resgatassem das mãos dos tiranos?”
24 Ensinai-me, e eu me calarei; e dai-me a entender em que errei.
24 “Ensinem-me, e eu me calarei; mostrem-me em que tenho errado.
25 Oh! Quão fortes são as palavras da boa razão! Mas que é o que censura a vossa arguição?
25 Como são persuasivas as palavras retas! Mas o que é que a repreensão de vocês repreende?
26 Porventura, buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razões do desesperado são como vento?
26 Por acaso vocês pensam em reprovar as minhas palavras, ditas por um desesperado ao vento?
27 Mas, antes, lançais sortes sobre o órfão e especulais com o vosso amigo.
27 Até sobre um órfão vocês lançariam sortes e seriam capazes de vender um amigo!
28 Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presença.
28 Agora, pois, tenham a bondade de olhar para mim e vejam que não estou mentindo na cara de vocês.
29 Voltai, pois, não haja iniquidade; voltai, sim, que a minha causa é justa.
29 Por favor, mudem de parecer, e que não haja injustiça; mudem de parecer, e a justiça da minha causa triunfará.
30 Há, porventura, iniquidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar dar a entender as minhas misérias?
30 Há iniquidade em meus lábios? Será que a minha boca não consegue discernir coisas perniciosas?”

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