Jó 41

Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs BKJ

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1 Poderás pescar com anzol o leviatã ou ligarás a sua língua com a corda?
1 Podes tu fisgar o leviatã com um anzol? Ou sua língua com um cordão que tu deixas cair?
2 Podes pôr uma corda no seu nariz ou com um espinho furarás a sua queixada?
2 Podes pôr um anzol no seu nariz, ou furar sua mandíbula com um espinho?
3 Porventura, multiplicará as suas suplicações para contigo? Ou brandamente te falará?
3 Fará ele muitas súplicas a ti? Falará ele palavras suaves a ti?
4 Fará ele concertos contigo, ou o tomarás tu por escravo para sempre?
4 Fará ele um pacto contigo, ou o tomarás tu por servo para sempre?
5 Brincarás com ele, como se fora um passarinho, ou o prenderás para tuas meninas?
5 Brincarás com ele como com um pássaro, ou o prenderás por causa de tuas donzelas?
6 Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes?
6 Farão teus companheiros um banquete com ele, ou o repartirão entre os mercadores?
7 Encherás a sua pele de ganchos, ou a sua cabeça de arpéus de pescadores?
7 Podes tu encher sua pele com ganchos, ou a sua cabeça com arpões de pescadores?
8 Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da peleja e nunca mais tal intentarás.
8 Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da batalha, e não o faças mais.
9 Eis que a sua esperança falhará; porventura, nenhum à sua vista será derribado?
9 Eis que a esperança dele é vã, não será alguém humilhado só de vê-lo?
10 Ninguém há tão atrevido, que a despertá-lo se atreva; quem, pois, é aquele que ousa erguer-se diante de mim?
10 Ninguém é tão feroz que ouse atiçá-lo; quem, então, é capaz de ficar de pé diante de mim?
11 Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir- lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.
11 Quem me precedeu para que eu devesse retribuí-lo? O que quer que esteja debaixo de todo o céu é meu.
12 Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da relação das suas forças, nem da graça da sua compostura.
12 Eu não esconderei suas partes, nem seu poder, nem sua graciosa proporção.
13 Quem descobriria a superfície da sua veste? Quem entrará entre as suas queixadas dobradas?
13 Quem pode descobrir a face de sua vestimenta? Ou quem pode ir a ele com sua rédea dobrada?
14 Quem abriria as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror.
14 Quem pode abrir as portas da sua face? Seus dentes são terríveis ao redor.
15 As suas fortes escamas são excelentíssimas, cada uma fechada como com selo apertado.
15 Suas escamas são seu orgulho, fechadas juntamente como por um selo apertado.
16 Uma à outra se chega tão perto, que nem um assopro passa por entre elas.
16 Uma é tão próxima à outra, que nem o ar consegue passar entre elas.
17 Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar.
17 Elas se ligam umas às outras, ficam juntas, de maneira que não podem ser separadas.
18 Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.
18 Através de suas necessidades uma luz brilha, e seus olhos são como as pálpebras da manhã.
19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
19 Da sua boca saem tochas, e centelhas de fogo escapam.
20 Do seu nariz procede fumaça, como de uma panela fervente, ou de uma grande caldeira.
20 Das suas narinas sai fumaça, como saem de uma panela fervente, ou de um caldeirão.
21 O seu hálito faz acender os carvões; e da sua boca sai chama.
21 O seu fôlego acende os carvões; e uma chama sai de sua boca.
22 No seu pescoço pousa a força; perante ele, até a tristeza salta de prazer.
22 No seu pescoço permanece a força; e a tristeza se transforma em alegria diante dele.
23 Os músculos da sua carne estão pegados entre si; cada um está firme nele, e nenhum se move.
23 Os flocos de sua carne estão juntos; são firmes neles mesmos; eles não podem ser movidos.
24 O seu coração é firme como uma pedra e firme como a mó de baixo.
24 O seu coração é firme como uma pedra; sim, duro como um pedaço da mó inferior.
25 Levantando-se ele, tremem os valentes; em razão dos seus abalos, ficam fora de si.
25 Quando ele se levanta, os poderosos temem; por causa de rupturas eles se purificam.
26 Se alguém lhe tocar com a espada, essa não poderá penetrar, nem lança, dardo ou flecha.
26 A espada daquele que lhe tocar não consegue impedi-lo; nem a lança, nem o dardo, nem a malha de ferro.
27 Ele reputa o ferro palha, e o cobre, pau podre.
27 Ele considera o ferro como palha, e o bronze como pau podre.
28 A seta o não fará fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.
28 A flecha não pode fazê-lo fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.
29 As pedras atiradas são para ele como arestas, e ri-se do brandir da lança.
29 Os bengalões são contados como restolho; ele ri do brandir da lança.
30 Debaixo de si tem conchas pontiagudas; estende-se sobre coisas pontiagudas como na lama.
30 Pedras afiadas estão debaixo dele; ele espalha coisas pontudas e afiadas sobre a lama.
31 As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como quando os unguentos fervem.
31 Ele faz o abismo ferver como uma panela; ele faz o mar como uma panela de unguento.
32 Após ele alumia o caminho; parece o abismo tornado em brancura de cãs.
32 Ele faz brilhar um caminho após si; alguém até pensaria que o abismo ficou grisalho.
33 Na terra, não há coisa que se lhe possa comparar, pois foi feito para estar sem pavor.
33 Sobre a terra não há o que se lhe compare, que tenha sido criado sem medo.
34 Todo o alto vê; é rei sobre todos os filhos de animais altivos.
34 Ele contempla todas as coisas altivas; ele é um rei sobre todos os filhos do orgulho.

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