Jó 38
Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs NVT
1 Depois disto, o Senhor respondeu a Jó de um redemoinho e disse:
1 Então, do meio de um redemoinho, o S enhor respondeu a Jó:
2 Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?
2 “Quem é esse que questiona minha sabedoria com palavras tão ignorantes?
3 Agora cinge os teus lombos como homem; e perguntar-te-ei, e, tu, responde-me.
3 Prepare-se como um guerreiro, pois lhe farei algumas perguntas, e você me responderá.
4 Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Faze- mo saber, se tens inteligência.
4 “Onde você estava quando eu lancei os alicerces do mundo? Diga-me, já que sabe tanto.
5 Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?
5 Quem definiu suas dimensões e estendeu a linha de medir? Vamos, você deve saber.
6 Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina,
6 O que sustenta seus alicerces e quem lançou sua pedra angular,
7 quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam?
7 enquanto as estrelas da manhã cantavam juntas, e os anjos
8 Ou quem encerrou o mar com portas, quando trasbordou e saiu da madre,
8 “Quem estabeleceu os limites do mar quando do ventre ele brotou,
9 quando eu pus as nuvens por sua vestidura e, a escuridão, por envolvedouro?
9 quando eu o vesti com nuvens e o envolvi em escuridão profunda?
10 Quando passei sobre ele o meu decreto, e lhe pus portas e ferrolhos,
10 Pois o contive atrás de portas com trancas, para delimitar seus litorais.
11 e disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se quebrarão as tuas ondas empoladas?
11 Disse: ‘Daqui não pode passar; aqui suas ondas orgulhosas devem parar!’.
12 Ou desde os teus dias deste ordem à madrugada ou mostraste à alva o seu lugar,
12 “Você alguma vez deu ordem para que a manhã aparecesse e fez o amanhecer se levantar no leste?
13 para que agarrasse nas extremidades da terra, e os ímpios fossem sacudidos dela?
13 Fez a luz do dia se espalhar até os confins da terra, para acabar com a perversidade da noite?
14 Tudo se modela como o barro sob o selo e se põe como vestes;
14 À medida que a luz se aproxima, a terra toma forma, como o barro sob um anel de selar; como uma veste, seus contornos se mostram.
15 e dos ímpios se desvia a sua luz, e o braço altivo se quebranta.
15 A luz incomoda os perversos e detém o braço levantado para cometer violência.
16 Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo?
16 “Você explorou as nascentes do mar? Percorreu suas profundezas?
17 Ou descobriram-se-te as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte?
17 Sabe onde ficam as portas da morte? Viu as portas da escuridão absoluta?
18 Ou com o teu entendimento chegaste às larguras da terra? Faze- mo saber, se sabes tudo isto.
18 Tem ideia da extensão da terra? Responda-me, se é que você sabe!
19 Onde está o caminho da morada da luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar,
19 “De onde vem a luz, e para onde vai a escuridão?
20 para que as tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas da sua casa?
20 Você é capaz de levar cada uma a seu lugar? Sabe como chegar lá?
21 Decerto, tu o sabes, porque já então eras nascido, e porque é grande o número dos teus dias!
21 Claro que sabe de tudo isso! Afinal, já havia nascido antes de tudo ser criado e tem muita experiência!
22 Ou entraste tu até aos tesouros da neve e viste os tesouros da saraiva,
22 “Você alguma vez visitou os depósitos de neve ou viu onde fica guardado o granizo?
23 que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra?
23 Eu os reservo como armas para os tempos de angústia, para o dia de batalha e guerra.
24 Onde está o caminho em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra?
24 Onde os relâmpagos se dividem? De onde se dispersa o vento leste?
25 Quem abriu para a inundação um leito e um caminho para os relâmpagos dos trovões,
25 “Quem abriu um canal para as chuvas torrenciais? Quem definiu o percurso dos relâmpagos?
26 para chover sobre uma terra onde não há ninguém e no deserto, em que não há gente;
26 Quem faz a chuva cair sobre a terra árida, no deserto, onde ninguém habita?
27 para fartar a terra deserta e assolada e para fazer crescer os renovos da erva?
27 Quem envia a chuva para saciar a terra seca e fazer brotar o capim novo?
28 A chuva, porventura, tem pai? Ou quem gera as gotas do orvalho?
28 “Acaso a chuva tem pai? Quem gera o orvalho?
29 De que ventre procede o gelo? E quem gera a geada do céu,
29 Quem é a mãe do gelo? Quem dá à luz a geada que vem do céu?
30 quando debaixo de pedras as águas se escondem, e a superfície do abismo se coalha?
30 Pois a água se transforma em gelo, duro como pedra, e a superfície das águas profundas se congela.
31 Ou poderás tu ajuntar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os atilhos do Órion?
31 “Você é capaz de controlar as estrelas e amarrar o grupo das Plêiades ou afrouxar as cordas do Órion?
32 Ou produzir as constelações a seu tempo e guiar a Ursa com seus filhos?
32 Pode fazer aparecer no tempo exato as constelações, ou guiar a Ursa e seus filhotes pelo céu?
33 Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes dispor do domínio deles sobre a terra?
33 Conhece as leis do universo? Pode usá-las para governar a terra?
34 Ou podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra?
34 “Pode gritar para as nuvens e fazer chover?
35 Ou ordenarás aos raios que saiam e te digam: Eis-nos aqui?
35 Pode fazer os raios aparecerem e lhes dizer onde cair?
36 Quem pôs a sabedoria no íntimo, ou quem à mente deu o entendimento?
36 Quem dá intuição ao coração e instinto à mente?
37 Quem numerará as nuvens pela sabedoria? Ou os odres dos céus, quem os abaixará,
37 Quem é sábio o suficiente para contar todas as nuvens? Quem pode inclinar as vasilhas de água do céu,
38 quando se funde o pó numa massa, e se pegam os torrões uns aos outros?
38 quando a terra está seca e o solo se endureceu em torrões?
39 Porventura, caçarás tu presa para a leoa ou satisfarás a fome dos filhos dos leões,
39 “Acaso você pode caçar a presa para a leoa e saciar a fome dos leõezinhos,
40 quando se agacham nos covis e estão à espreita nas covas?
40 enquanto eles se agacham na toca ou ficam à espreita no mato?
41 Quem prepara para os corvos o seu alimento, quando os seus pintainhos gritam a Deus e andam vagueando, por não terem que comer?
41 Quem providencia alimento para os corvos quando seus filhotes clamam a Deus e, famintos, andam de um lado para o outro?”
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