Jó 34

Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Respondeu mais Eliú e disse:
1 Eliú disse mais:
2 Ouvi vós, sábios, as minhas razões; e vós, instruídos, inclinai os ouvidos para mim.
2 “Vocês que são sábios, ouçam as minhas palavras; vocês que são instruídos, escutem o que vou dizer.
3 Porque o ouvido prova as palavras como o paladar prova a comida.
3 Porque o ouvido avalia as palavras, assim como o paladar prova a comida.
4 O que é direito escolhamos para nós; e conheçamos entre nós o que é bom.
4 Escolhamos para nós o que é direito; conheçamos entre nós o que é bom.”
5 Porque Jó disse: Sou justo, e Deus tirou o meu direito.
5 “Porque Jó disse: ‘Sou justo, e Deus tirou o meu direito.
6 Apesar do meu direito, sou considerado mentiroso; a minha ferida é incurável, embora eu esteja sem transgressão.
6 Apesar do meu direito, sou considerado mentiroso; a minha ferida é incurável, embora não tenha cometido nenhum pecado.’”
7 Que homem há como Jó, que bebe a zombaria como água?
7 “Será que existe outro homem semelhante a Jó que bebe a zombaria como se fosse água?
8 E caminha em companhia dos que praticam a iniquidade, e anda com homens ímpios?
8 Ele segue o caminho dos que praticam a iniquidade e anda com homens perversos.
9 Porque disse: De nada aproveita ao homem o comprazer-se em Deus.
9 Pois disse: ‘De nada adianta ao homem ter o seu prazer em Deus.’”
10 Pelo que vós, homens de entendimento, escutai-me: longe de Deus a impiedade, e do Todo-Poderoso, a perversidade!
10 “Por isso, vocês que têm entendimento, me escutem: longe de Deus o praticar ele a maldade, e longe do Todo-Poderoso o cometer injustiça.
11 Porque, segundo a obra do homem, ele lhe paga; e faz que cada um ache segundo o seu caminho.
11 Pois Deus retribui ao homem segundo as suas obras e paga a cada um conforme o seu caminho.
12 Também, na verdade, Deus não procede impiamente; nem o Todo-Poderoso perverte o juízo.
12 Na verdade, Deus não pratica o mal; o Todo-Poderoso não perverte o direito.
13 Quem lhe entregou o governo da terra? E quem dispôs a todo o mundo?
13 Quem lhe entregou o governo da terra? Quem lhe confiou o universo?
14 Se ele pusesse o seu coração contra o homem, e recolhesse para si o seu espírito e o seu fôlego,
14 Se Deus pensasse apenas em si mesmo e fizesse voltar para si o seu espírito e o seu sopro,
15 toda a carne juntamente expiraria, e o homem voltaria para o pó.
15 toda a humanidade morreria ao mesmo tempo, e o homem voltaria para o pó.”
16 Se, pois, há em ti entendimento, ouve isto; inclina os ouvidos à voz do meu discurso.
16 “Portanto, se você tem entendimento, escute isto; dê ouvidos ao som das minhas palavras.
17 Porventura, o que aborrecesse o direito governaria? E quererás tu condenar aquele que é justo e poderoso?
17 Se Deus odiasse o direito, será que poderia governar? E será que você quer condenar aquele que é justo e poderoso?
18 Ou dir-se-á a um rei: Oh! Belial? Ou, aos príncipes: Oh! Ímpios?
18 Será que alguém diria a um rei: ‘Você não vale nada!’? Ou diria aos príncipes: ‘Seus perversos!’?
19 Quanto menos àquele que não faz acepção da pessoa de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obra de suas mãos.
19 Quanto menos dirá isso àquele que não privilegia os príncipes, e que não favorece o rico em prejuízo do pobre; porque todos são obra de suas mãos.
20 Eles, num momento, morrem; e, até à meia-noite, os povos são perturbados e passam, e os poderosos são tomados sem mão.
20 De repente, morrem; no meio da noite, as pessoas são abaladas e passam, e os poderosos são levados por uma força invisível.
21 Porque os olhos de Deus estão sobre os caminhos de cada um, e ele vê todos os seus passos.
21 Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem e veem todos os seus passos.
22 Não há trevas nem sombra de morte onde se escondam os que praticam a iniquidade.
22 Não há trevas nem sombra profunda o bastante, onde os que praticam a iniquidade possam se esconder.
23 Porque não precisa considerar muito no homem para o fazer ir a juízo diante de Deus.
23 Pois Deus não precisa observar o homem por muito tempo antes de o fazer comparecer em juízo diante dele.
24 Ele quebranta os fortes, sem que se possa inquirir, e põe outros em seu lugar.
24 Deus arrasa os poderosos, sem os inquirir, e põe outros em seu lugar.
25 Ele conhece, pois, as suas obras; de noite, os transtorna, e ficam moídos.
25 Porque ele conhece as obras deles; de noite, os transtorna e eles são esmagados.
26 Ele bate-lhes como ímpios que são à vista de quem os contempla;
26 Ele os castiga como se fossem ímpios, à vista de todos,
27 porquanto se desviaram dele, e não compreenderam nenhum de seus caminhos,
27 porque se afastaram de Deus, e não quiseram compreender nenhum de seus caminhos,
28 para fazer que o clamor do pobre subisse até ele, e que ouvisse o clamor dos aflitos.
28 e assim fizeram com que o grito dos pobres subisse até Deus, e este ouviu o lamento dos aflitos.”
29 Se ele aquietar, quem, então, inquietará? Se encobrir o rosto, quem, então, o poderá contemplar, seja para com um povo, seja para com um homem só?
29 “Se ele se calar, quem o condenará? Se encobrir o rosto, quem poderá vê-lo? Mas ele está acima dos povos e das pessoas,
30 Para que o homem hipócrita nunca mais reine, e não haja laços no povo.
30 para que o ímpio não reine, e não haja quem iluda o povo.”
31 Na verdade, quem disse a Deus: Sofri, não pecarei mais;
31 “Se alguém se dirige a Deus, dizendo: ‘Sofri, não vou pecar mais;
32 o que não vejo, ensina-mo tu; se fiz alguma maldade, nunca mais a hei de fazer?
32 ensina-me o que não consigo ver; se cometi injustiça, jamais voltarei a praticá-la’,
33 Virá de ti como há de ser a recompensa, para que tu a desprezes? Faze tu, pois, e não eu, a escolha; que é, logo, o que sabes? Fala!
33 será que Deus deve recompensá-lo segundo o que você quer ou não quer? Será que ele deve dizer: ‘Escolha você, e não eu; diga o que você sabe; fale’?”
34 Os homens de entendimento dirão comigo, e o varão sábio, que me ouvir:
34 “Os homens que têm entendimento me responderão, o sábio que me ouve dirá:
35 Jó falou sem ciência; e às suas palavras falta prudência.
35 ‘Jó falou sem conhecimento, e nas palavras dele não há sabedoria.’
36 Pai meu! Provado seja Jó até ao fim, pelas suas respostas próprias de homens malignos.
36 Quem dera Jó fosse provado até o fim, porque ele respondeu como homem iníquo.
37 Porque ao seu pecado acrescenta a transgressão; entre nós bate as palmas e multiplica contra Deus as suas razões.
37 Pois ao seu pecado acrescenta rebelião; entre nós, em tom de zombaria, bate palmas e multiplica as suas palavras contra Deus.”

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