Isaías 33
Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs NTLH
1 Ai de ti despojador que não foste despojado e que ages perfidamente contra os que não agiram perfidamente contra ti! Acabando tu de despojar, serás despojado; e, acabando tu de tratar perfidamente, perfidamente te tratarão.
1 Ai de você, inimigo destruidor que nunca foi destruído! Ai de você, traidor que nunca foi traído! Quando você acabar de destruir, será destruído; quando acabar de trair, será traído.
2 Senhor , tem misericórdia de nós! Por ti temos esperado; sê tu o nosso braço cada manhã, como também a nossa salvação em tempos de tribulação.
2 Ó Senhor Deus, tem compaixão de nós, pois esperamos que nos ajudes. Sê o nosso protetor todos os dias, sê o nosso Salvador em tempos de dificuldades.
3 Ao ruído do tumulto, fugirão os povos; à tua exaltação as nações serão dispersas.
3 Os povos fogem quando ouvem o estrondo da tua voz. Quando ages, as nações se espalham,
4 Então, ajuntar-se-á o vosso despojo como se apanha o pulgão; como os gafanhotos saltam, ali saltará.
4 e os inimigos delas, como uma nuvem de gafanhotos, levam embora tudo o que elas têm.
5 O Senhor é exalçado, pois habita nas alturas; encheu a Sião de retidão e de justiça.
5 O Senhor é majestoso, pois mora nas alturas; ele encherá
6 E haverá estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e ciência; e o temor do Senhor será o seu tesouro.
6 e fará com que o seu povo viva em segurança, dando-lhe salvação completa, sabedoria e conhecimento. O
7 Eis que os seus embaixadores estão clamando de fora; e os mensageiros de paz estão chorando amargamente.
7 Os soldados valentes estão se lamentando nas ruas, e os embaixadores que procuravam fazer a paz choram amargamente.
8 As estradas estão desoladas, cessam os que passam pelas veredas; ele rompeu a aliança, desprezou as cidades e a homem nenhum estima.
8 As estradas estão vazias, ninguém viaja por elas. Os os tratados são desfeitos; ninguém é respeitado.
9 A terra geme e pranteia, o Líbano se envergonha e se murcha, Sarom se tornou como um deserto, Basã e Carmelo foram sacudidos.
9 As terras do país vão se gastando e se desfazendo; as florestas dos montes Líbanos estão secas, o vale de Sarom virou um deserto, e na região de Basã e no monte Carmelo as árvores perderam as suas folhas.
10 Agora, me levantarei, diz o Senhor ; agora, me levantarei a mim mesmo; agora, serei exaltado.
10 O Senhor diz aos povos: “Agora, eu vou agir; vou mostrar o meu poder e a minha grandeza.
11 Concebestes palha, produzireis pragana, e o vosso espírito vos devorará como fogo.
11 O que vocês inventam vale menos do que a palha; o que vocês planejam é tão sem valor como o lixo. O meu sopro, como um fogo, os destruirá.
12 E os povos serão como os incêndios de cal, como espinhos cortados arderão no fogo.
12 Vocês vão virar cinzas; queimarão como espinhos jogados no fogo.
13 Ouvi, vós os que estais longe, o que tenho feito; e vós que estais vizinhos, conhecei o meu poder.
13 Vocês todos, os que estão longe e os que estão perto, escutem o que eu fiz e reconheçam o meu poder!”
14 Os pecadores de Sião se assombraram, o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Quem dentre nós habitará com as labaredas eternas?
14 Em Sião, os pecadores tremem de medo; cheios de pavor, eles perguntam: “Quem poderá viver perto desse fogo devorador, perto dessas chamas que não param de queimar?”
15 O que anda em justiça e que fala com retidão, que arremessa para longe de si o ganho de opressões, que sacode das suas mãos todo o presente; que tapa os ouvidos para não ouvir falar de sangue e fecha os olhos para não ver o mal,
15 Somente poderá fazer isso quem age corretamente e sempre diz a verdade; que não fica rico à custa dos fracos, nem aceita dinheiro para torcer a justiça; que não se junta com os que planejam crimes de morte, nem concorda com os planos dos maus.
16 este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, e as suas águas serão certas.
16 Quem age assim viverá seguro, e em fortalezas feitas de pedras ele encontrará refúgio; ele sempre terá comida, e nunca lhe faltará água para beber.
17 Os teus olhos verão o Rei na sua formosura e verão a terra que está longe.
17 Mais uma vez vocês verão um rei com toda a sua glória , governando um país imenso.
18 O teu coração considerará em assombro, dizendo: Onde está o escrivão? Onde está o pagador? Onde está o que conta as torres?
18 Vocês pensarão no medo que sentiram no passado e perguntarão: “Onde estão aqueles que nos forçavam a pagar tributos, aqueles que cobravam os impostos? Onde estão os que controlavam as nossas fortalezas?”
19 Não verás mais aquele povo cruel, povo de fala tão profunda, que não se pode perceber, e de língua tão estranha, que não se pode entender.
19 Vocês nunca mais verão aquele povo orgulhoso, aquela gente que fala uma língua estranha, uma língua difícil que ninguém entende.
20 Olha para Sião, a cidade das nossas solenidades; os teus olhos verão a Jerusalém, habitação quieta, tenda que não será derribada, cujas estacas nunca serão arrancadas, e das suas cordas nenhuma se quebrará.
20 Vejam Sião , a cidade onde fazemos as nossas festas! Jerusalém será uma cidade segura, será como uma barraca que não pode ser mudada de lugar; nenhuma das suas estacas será arrancada, e nenhuma das suas cordas será arrebentada.
21 Mas o Senhor ali nos será grandioso, lugar de rios e correntes largas; barco nenhum de remo passará por eles, nem navio grande navegará por eles.
21 Ali estará conosco o Senhor , o nosso glorioso Deus. Jerusalém será um lugar de grandes rios e ribeirões, mas neles não navegarão os barcos dos inimigos nem os seus grandes navios a vela. o mastro não fica firme, e as velas não podem ser estendidas. Assim pegaremos todas as riquezas do inimigo; serão tantas, que até os aleijados conseguirão pegar a sua parte. Pois o é ele quem nos governa; o é ele quem vai nos salvar.
22 Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador; o Senhor é o nosso Rei; ele nos salvará.
22 — ausente —
23 As tuas cordas estão frouxas; não puderam ter firme o seu mastro, e vela não estenderam; então, a presa de abundantes despojos se repartirá; e até os coxos roubarão a presa.
23 — ausente —
24 E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade.
24 Nenhum morador de Jerusalém ficará doente, e os pecados de todos serão perdoados.
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