Isaías 10
Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs NVT
1 Ai dos que decretam leis injustas e dos escrivães que escrevem perversidades,
1 Que aflição espera os juízes injustos e os que decretam leis opressoras!
2 para prejudicarem os pobres em juízo, e para arrebatarem o direito dos aflitos do meu povo, e para despojarem as viúvas, e para roubarem os órfãos!
2 Não fazem justiça aos pobres e negam os direitos dos necessitados de meu povo. Exploram as viúvas e tiram proveito dos órfãos.
3 Mas que fareis vós outros no dia da visitação e da assolação que há de vir de longe? A quem recorrereis para obter socorro e onde deixareis a vossa glória,
3 O que farão quando eu os castigar, quando trouxer de uma terra distante calamidade sobre vocês? A quem pedirão ajuda? Onde seus tesouros estarão seguros?
4 sem que cada um se abata entre os presos e caia entre os mortos? Com tudo isto a sua ira não se apartou, mas ainda está estendida a sua mão.
4 Serão levados como prisioneiros ou ficarão caídos entre os mortos. Mesmo assim, a ira do S sua mão ainda está levantada para castigar.
5 Ai da Assíria, a vara da minha ira! Porque a minha indignação é como bordão nas suas mãos.
5 “Que aflição espera a Assíria, a vara de minha ira; uso-a como bastão para expressar minha fúria!
6 Enviá-la-ei contra uma nação hipócrita e contra o povo do meu furor lhe darei ordem, para que lhe roube a presa, e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas,
6 Envio a Assíria contra uma nação ímpia, contra o povo com o qual estou irado. A Assíria os saqueará e os pisará como pó sob os seus pés.
7 ainda que ele não cuide assim, nem o seu coração assim o imagine; antes, no seu coração, intenta destruir e desarraigar não poucas nações.
7 O rei da Assíria, porém, não entenderá que é meu instrumento; esse não é seu modo de pensar. Seu plano é somente destruir, derrubar uma nação após a outra.
8 Porque diz: Não são meus príncipes todos eles reis?
8 Ele dirá: ‘Em breve cada um de meus príncipes será rei.
9 Não é Calno como Carquemis? Não é Hamate como Arpade? E Samaria, como Damasco?
9 ‘Destruímos Calno, como fizemos com Carquemis, Hamate caiu diante de nós, como aconteceu com Arpade, e derrotamos Samaria, como fizemos com Damasco.
10 A minha mão alcançou os reinos dos ídolos, ainda que as suas imagens de escultura eram melhores do que as de Jerusalém e do que as de Samaria.
10 Sim, acabamos com muitos reinos, cujos deuses eram mais poderosos que os de Jerusalém e Samaria.
11 Porventura, como fiz a Samaria e aos seus ídolos, não o faria igualmente a Jerusalém e aos seus ídolos?
11 Portanto, derrotaremos Jerusalém e seus deuses, como destruímos Samaria e seus deuses’”.
12 Por isso, acontecerá que, havendo o Senhor acabado toda a sua obra no monte Sião e em Jerusalém, então, visitarei o fruto do arrogante coração do rei da Assíria e a pompa da altivez dos seus olhos.
12 Depois que o Senhor tiver usado o rei da Assíria para realizar seus propósitos no monte Sião e em Jerusalém, ele se voltará contra o rei da Assíria e o castigará, pois o rei é orgulhoso e arrogante.
13 Porquanto disse: Com a força da minha mão fiz isto e com a minha sabedoria, porque sou inteligente; eu removi os limites dos povos, e roubei os seus tesouros, e, como valente, abati aos que se sentavam sobre tronos.
13 Ele diz: “Fiz isto com meu braço poderoso, com minha astuta sabedoria o planejei. Destruí as defesas das nações e levei seus tesouros; como um touro, derrubei seus reis.
14 E achou a minha mão as riquezas dos povos como a um ninho; e, como se ajuntam os ovos abandonados, assim eu ajuntei toda a terra; e não houve quem movesse a asa, ou abrisse a boca, ou murmurasse.
14 Roubei as riquezas de seus ninhos e ajuntei reinos como o camponês ajunta ovos. Ninguém pode bater as asas contra mim, nem dar um pio de protesto”.
15 Porventura, gloriar-se-á o machado contra o que corta com ele? Ou presumirá a serra contra o que puxa por ela? Como se o bordão movesse aos que o levantam ou a vara levantasse o que não é um pedaço de madeira!
15 Mas será que o machado pode se orgulhar de ser mais poderoso que aquele que o usa? É a serra mais importante que a pessoa que com ela corta? Pode a vara golpear se não houver quem a mova? Acaso o cajado de madeira anda sozinho?
16 Pelo que o Senhor, o Senhor dos Exércitos, fará definhar os que entre eles são gordos e, debaixo da sua glória, ateará um incêndio, como incêndio de fogo.
16 Por isso, o Soberano S enhor dos Exércitos enviará uma praga sobre as tropas orgulhosas da Assíria, e fogo ardente consumirá sua glória.
17 Porque a Luz de Israel virá a ser como fogo, e o seu Santo, como labareda que abrase e consuma os seus espinheiros e as suas sarças em um dia.
17 O S enhor , a Luz de Israel, será o fogo; o Santo será a chama. Devorará como fogo os espinhos e o mato e queimará o inimigo em um só dia.
18 Também consumirá a glória da sua floresta e do seu campo fértil, desde a alma até ao corpo; e será como quando desmaia o porta-bandeira.
18 O S enhor consumirá a glória da Assíria, como o fogo consome um bosque em terra fértil; ela definhará como os enfermos durante uma praga.
19 E o resto das árvores da sua floresta será tão pouco, que um menino as poderá contar.
19 De todo esse bosque glorioso, restarão apenas algumas árvores, tão poucas que uma criança poderá contá-las.
20 E acontecerá, naquele dia, que os resíduos de Israel e os escapados da casa de Jacó nunca mais se estribarão sobre o que os feriu; antes, se estribarão sobre o Senhor , o Santo de Israel, em verdade.
20 Naquele dia, o remanescente de Israel, os sobreviventes da família de Jacó, não dependerão mais de aliados que procuram destruí-los. Confiarão fielmente no S o Santo de Israel.
21 Os resíduos se converterão, sim, os resíduos de Jacó, ao Deus forte.
21 Um remanescente voltará, sim, o remanescente de Jacó voltará para o Deus Poderoso.
22 Porque ainda que o teu povo, ó Israel, seja como a areia do mar, só um resto dele se converterá; uma destruição está determinada, trasbordando de justiça.
22 Embora o povo de Israel seja numeroso como a areia do mar, apenas um remanescente voltará. O S
23 Porque determinada já a destruição, o Senhor Jeová dos Exércitos a executará no meio de toda esta terra.
23 sim, o Soberano S enhor dos Exércitos, já decidiu destruir toda a terra.
24 Pelo que assim diz o Senhor Jeová dos Exércitos: Não temas, povo meu, que habitas em Sião, a Assíria, quando te ferir com a vara e contra ti levantar o seu bordão, à maneira dos egípcios;
24 Portanto, assim diz o Soberano S enhor dos Exércitos: “Ó meu povo em Sião, não tema os assírios quando oprimirem vocês com vara e bastão, como fizeram os egípcios muito tempo atrás.
25 porque daqui a bem pouco se cumprirá a minha indignação e a minha ira, para os consumir.
25 Em breve, minha fúria contra vocês passará, e minha ira se levantará para destruir os assírios”.
26 Porque o Senhor dos Exércitos suscitará contra ele um flagelo, como a matança de Midiã junto à rocha de Orebe e como a sua vara sobre o mar, que contra ele se levantará, como sucedeu aos egípcios.
26 O S enhor dos Exércitos os castigará com seu chicote, como fez quando Gideão venceu os midianitas na rocha de Orebe, ou quando o S enhor ergueu sua vara para afogar o exército egípcio no mar.
27 E acontecerá, naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo, do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção.
27 Naquele dia, o S enhor acabará com a servidão de seu povo; quebrará o jugo de escravidão e o levantará de seus ombros.
28 Já vem chegando a Aiate, já vai passando por Migrom e, em Micmás, lança a sua bagagem.
28 Vejam, agora os assírios estão em Aiate; passam por Migrom, e guardam seus pertences em Micmás.
29 Já vão passando, já se alojam em Geba; já Ramá treme, e Gibeá de Saul vai fugindo.
29 Atravessam o desfiladeiro e acampam em Geba. A cidade de Ramá está tomada de medo; o povo de Gibeá, cidade natal de Saul, foge para se salvar.
30 Clama alto com a tua voz, ó filha de Galim! Ouve, ó Laís! Ó tu, pobre Anatote!
30 Gritem de terror, habitantes de Galim! Alertem Laís! Ah, pobre Anatote!
31 Já Madmena se foi; os moradores de Gebim vão fugindo em bandos.
31 O povo de Madmena foge, e os habitantes de Gebim tentam se esconder.
32 Neste mesmo dia, parará em Nobe, acenará com a sua mão ao monte da filha de Sião, o outeiro de Jerusalém.
32 O inimigo para em Nobe pelo resto do dia; sacode o punho contra o belo monte Sião, o monte de Jerusalém.
33 Mas eis que o Senhor Jeová dos Exércitos desbastará os ramos com violência, e os de alta estatura serão cortados, e os altivos serão abatidos.
33 Mas, vejam, o Soberano S enhor dos Exércitos cortará com grande força a poderosa árvore da Assíria! Ele derrubará os orgulhosos; a árvore imponente será lançada por terra.
34 E cortará com o ferro a espessura da floresta, e o Líbano cairá pela mão de um poderoso.
34 Cortará as árvores do bosque com um machado; o Líbano cairá pelas mãos do Poderoso.
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