Salmos 38
Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs NVT
1 Não me repreendas, Senhor , na tua ira, nem me castigues no teu furor.
1 Ó S enhor , não me repreendas em tua ira, nem me disciplines em tua fúria!
2 Cravam-se em mim as tuas setas, e a tua mão recai sobre mim.
2 Tuas flechas se cravam fundo em mim, e o peso de tua mão me esmaga.
3 Não há parte sã na minha carne, por causa da tua indignação; não há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado.
3 Por causa de tua ira, todo o meu corpo adoece; minha saúde está arruinada, por causa de meu pecado.
4 Pois já se elevam acima de minha cabeça as minhas iniquidades; como fardos pesados, excedem as minhas forças.
4 Minha culpa me sufoca; é um fardo pesado e insuportável.
5 Tornam-se infectas e purulentas as minhas chagas, por causa da minha loucura.
5 Minhas feridas infeccionaram e cheiram mal, por causa de minha insensatez.
6 Sinto-me encurvado e sobremodo abatido, ando de luto o dia todo.
6 Estou encurvado e atormentado; entristecido, ando o dia todo de um lado para o outro.
7 Ardem-me os lombos, e não há parte sã na minha carne.
7 Meu corpo arde em febre, minha saúde está arruinada.
8 Estou aflito e mui quebrantado; dou gemidos por efeito do desassossego do meu coração.
8 Estou exausto e abatido; meus gemidos vêm de um coração angustiado.
9 Na tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não te é oculta.
9 Tu conheces meus desejos, Senhor, e ouves cada um de meus suspiros.
10 Bate-me excitado o coração, faltam-me as forças, e a luz dos meus olhos, essa mesma já não está comigo.
10 Meu coração bate depressa, minhas forças se esvaem, e a luz de meus olhos se apaga.
11 Os meus amigos e companheiros afastam-se da minha praga, e os meus parentes ficam de longe.
11 Amigos e conhecidos se afastam de mim, por causa de minha doença, e até minha família se mantém distante.
12 Armam ciladas contra mim os que tramam tirar-me a vida; os que me procuram fazer o mal dizem coisas perniciosas e imaginam engano todo o dia.
12 Meus inimigos preparam armadilhas para me matar; os que desejam meu mal tramam para me arruinar e passam o dia planejando sua traição.
13 Mas eu, como surdo, não ouço e, qual mudo, não abro a boca.
13 Eu, porém, me faço de surdo para suas ameaças; como mudo, permaneço calado diante deles.
14 Sou, com efeito, como quem não ouve e em cujos lábios não há réplica.
14 Escolhi nada ouvir e nada responder.
15 Pois em ti, Senhor , espero; tu me atenderás, Senhor, Deus meu.
15 Pois espero por ti, ó S enhor ; responde por mim, Senhor, meu Deus.
16 Porque eu dizia: Não suceda que se alegrem de mim e contra mim se engrandeçam quando me resvala o pé.
16 Orei: “Não deixes que meus inimigos zombem de mim, nem que se divirtam com minha queda”.
17 Pois estou prestes a tropeçar; a minha dor está sempre perante mim.
17 Estou à beira de um colapso; enfrento dor constante.
18 Confesso a minha iniquidade; suporto tristeza por causa do meu pecado.
18 Confesso, porém, minha culpa; sinto profundo lamento do que fiz.
19 Mas os meus inimigos são vigorosos e fortes, e são muitos os que sem causa me odeiam.
19 Meus inimigos são muitos e fortes; eles me odeiam sem razão.
20 Da mesma sorte, os que pagam o mal pelo bem são meus adversários, porque eu sigo o que é bom.
20 Pagam o bem com o mal e opõem-se a mim porque procuro o bem.
21 Não me desampares, Senhor ; Deus meu, não te ausentes de mim.
21 Não me abandones, S enhor ; não permaneças distante, meu Deus.
22 Apressa-te em socorrer-me, Senhor, salvação minha.
22 Vem depressa me ajudar, ó Senhor, meu salvador!
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