Salmos 35
Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs ACF
1 Contende, Senhor , com os que contendem comigo; peleja contra os que contra mim pelejam.
1 Pleiteia, SENHOR, com aqueles que pleiteiam comigo; peleja contra os que pelejam contra mim.
2 Embraça o escudo e o broquel e ergue-te em meu auxílio.
2 Pega do escudo e da rodela, e levanta-te em minha ajuda.
3 Empunha a lança e reprime o passo aos meus perseguidores; dize à minha alma: Eu sou a tua salvação.
3 Tira da lança e obstrui o caminho aos que me perseguem; dize à minha alma: Eu sou a tua salvação.
4 Sejam confundidos e cobertos de vexame os que buscam tirar-me a vida; retrocedam e sejam envergonhados os que tramam contra mim.
4 Sejam confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida; voltem atrás e envergonhem-se os que contra mim tentam mal.
5 Sejam como a palha ao léu do vento, impelindo-os o anjo do
5 Sejam como a moinha perante o vento; o anjo do Senhor os faça fugir.
6 Torne-se-lhes o caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do
6 Seja o seu caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do Senhor os persiga.
7 Pois sem causa me tramaram laços, sem causa abriram cova para a minha vida.
7 Porque sem causa encobriram de mim a rede na cova, a qual sem razão cavaram para a minha alma.
8 Venha sobre o inimigo a destruição, quando ele menos pensar; e prendam-no os laços que tramou ocultamente; caia neles para a sua própria ruína.
8 Sobrevenha-lhe destruição sem o saber, e prenda-o a rede que ocultou; caia ele nessa mesma destruição.
9 E minha alma se regozijará no Senhor e se deleitará na sua salvação.
9 E a minha alma se alegrará no Senhor; alegrar-se-á na sua salvação.
10 Todos os meus ossos dirão: Pois livras o aflito daquele que é demais forte para ele, o mísero e o necessitado, dos seus extorsionários.
10 Todos os meus ossos dirão: Senhor, quem é como tu, que livras o pobre daquele que é mais forte do que ele? Sim, o pobre e o necessitado daquele que o rouba.
11 Levantam-se iníquas testemunhas e me arguem de coisas que eu não sei.
11 Falsas testemunhas se levantaram; depuseram contra mim coisas que eu não sabia.
12 Pagam-me o mal pelo bem, o que é desolação para a minha alma.
12 Tornaram-me o mal pelo bem, roubando a minha alma.
13 Quanto a mim, porém, estando eles enfermos, as minhas vestes eram pano de saco; eu afligia a minha alma com jejum e em oração me reclinava sobre o peito,
13 Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, as minhas vestes eram o saco; humilhava a minha alma com o jejum, e a minha oração voltava para o meu seio.
14 portava-me como se eles fossem meus amigos ou meus irmãos; andava curvado, de luto, como quem chora por sua mãe.
14 Portava-me como se ele fora meu irmão ou amigo; andava lamentando e muito encurvado, como quem chora por sua mãe.
15 Quando, porém, tropecei, eles se alegraram e se reuniram; reuniram-se contra mim; os abjetos, que eu não conhecia, dilaceraram-me sem tréguas;
15 Mas eles com a minha adversidade se alegravam e se congregavam; os abjetos se congregavam contra mim, e eu não o sabia; rasgavam-me, e não cessavam.
16 como vis bufões em festins, rangiam contra mim os dentes.
16 Com hipócritas zombadores nas festas, rangiam os dentes contra mim.
17 Até quando, Senhor, ficarás olhando? Livra-me a alma das violências deles; dos leões, a minha predileta.
17 Senhor, até quando verás isto? Resgata a minha alma das suas assolações, e a minha predileta dos leões.
18 Dar-te-ei graças na grande congregação, louvar-te-ei no meio da multidão poderosa.
18 Louvar-te-ei na grande congregação; entre muitíssimo povo te celebrarei.
19 Não se alegrem de mim os meus inimigos gratuitos; não pisquem os olhos os que sem causa me odeiam.
19 Não se alegrem os meus inimigos de mim sem razão, nem acenem com os olhos aqueles que me odeiam sem causa.
20 Não é de paz que eles falam; pelo contrário, tramam enganos contra os pacíficos da terra.
20 Pois não falam de paz; antes projetam enganar os quietos da terra.
21 Escancaram contra mim a boca e dizem: Pegamos! Pegamos! Vimo-lo com os nossos próprios olhos.
21 Abrem a boca de par em par contra mim, e dizem: Ah! Ah! os nossos olhos o viram.
22 Tu, Senhor , os viste; não te cales; Senhor, não te ausentes de mim.
22 Tu, Senhor, o tens visto, não te cales; Senhor, não te alongues de mim:
23 Acorda e desperta para me fazeres justiça, para a minha causa, Deus meu e Senhor meu.
23 Desperta e acorda para o meu julgamento, para a minha causa, Deus meu e Senhor meu.
24 Julga-me, Senhor , Deus meu, segundo a tua justiça; não permitas que se regozijem contra mim.
24 Julga-me segundo a tua justiça, Senhor Deus meu, e não deixes que se alegrem de mim.
25 Não digam eles lá no seu íntimo: Agora, sim! Cumpriu-se o nosso desejo! Não digam: Demos cabo dele!
25 Não digam em seus corações: Ah! alma nossa! Não digam: Nós o havemos devorado.
26 Envergonhem-se e juntamente sejam cobertos de vexame os que se alegram com o meu mal; cubram-se de pejo e ignomínia os que se engrandecem contra mim.
26 Envergonhem-se e confundam-se à uma os que se alegram com o meu mal; vistam-se de vergonha e de confusão os que se engrandecem contra mim.
27 Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão; e digam sempre: Glorificado seja o que se compraz na prosperidade do seu servo!
27 Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O Senhor seja engrandecido, o qual ama a prosperidade do seu servo.
28 E a minha língua celebrará a tua justiça e o teu louvor todo o dia.
28 E assim a minha língua falará da tua justiça e do teu louvor todo o dia.
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