Salmos 17
Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs ARC
1 Ouve, Senhor , a causa justa, atende ao meu clamor, dá ouvidos à minha oração, que procede de lábios não fraudulentos.
1 Ouve, Senhor , a justiça e atende ao meu clamor; dá ouvidos à minha oração, que não é feita com lábios enganosos.
2 Baixe de tua presença o julgamento a meu respeito; os teus olhos veem com equidade.
2 Saia a minha sentença de diante do teu rosto; atendam os teus olhos à razão.
3 Sondas-me o coração, de noite me visitas, provas-me no fogo e iniquidade nenhuma encontras em mim; a minha boca não transgride.
3 Provaste o meu coração; visitaste- me de noite; examinaste-me e nada achaste; o que pensei, a minha boca não transgredirá.
4 Quanto às ações dos homens, pela palavra dos teus lábios, eu me tenho guardado dos caminhos do violento.
4 Quanto ao trato dos homens, pela palavra dos teus lábios me guardei das veredas do destruidor.
5 Os meus passos se afizeram às tuas veredas, os meus pés não resvalaram.
5 Dirige os meus passos nos teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem.
6 Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras.
6 Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos e escuta as minhas palavras.
7 Mostra as maravilhas da tua bondade, ó Salvador dos que à tua destra buscam refúgio dos que se levantam contra eles.
7 Faze maravilhosas as tuas beneficências, tu que livras aqueles que em ti confiam dos que se levantam contra a tua destra.
8 Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas,
8 Guarda-me como à menina do olho, esconde-me à sombra das tuas asas,
9 dos perversos que me oprimem, inimigos que me assediam de morte.
9 dos ímpios que me oprimem, dos meus inimigos mortais que me andam cercando.
10 Insensíveis, cerram o coração, falam com lábios insolentes;
10 Na sua gordura se encerram e com a boca falam soberbamente.
11 andam agora cercando os nossos passos e fixam em nós os olhos para nos deitar por terra.
11 Andam-nos agora espiando os nossos passos; e fixam os seus olhos em nós para nos derribarem por terra;
12 Parecem-se com o leão, ávido por sua presa, ou o leãozinho, que espreita de emboscada.
12 parecem-se com o leão que deseja arrebatar a sua presa e com o leãozinho que se põe em esconderijos.
13 Levanta-te, Senhor , defronta-os, arrasa-os; livra do ímpio a minha alma com a tua espada,
13 Levanta-te, Senhor ! Detém-no, derriba-o, livra a minha alma do ímpio, pela tua espada;
14 com a tua mão, Senhor , dos homens mundanos, cujo quinhão é desta vida e cujo ventre tu enches dos teus tesouros; os quais se fartam de filhos e o que lhes sobra deixam aos seus pequeninos.
14 dos homens, com a tua mão, Senhor , dos homens do mundo, cuja porção está nesta vida e cujo ventre enches do teu tesouro oculto; seus filhos estão fartos, e estes dão os seus sobejos às suas crianças.
15 Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.
15 Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar.
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