Provérbios 7
Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs VC
1 Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos.
1 Meu filho, guarda minhas palavras, conserva contigo meus preceitos. Observa meus mandamentos e viverás.
2 Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.
2 Guarda meus ensinamentos como a pupila de teus olhos.
3 Ata-os aos dedos, escreve-os na tábua do teu coração.
3 Traze-os ligados aos teus dedos, grava-os em teu coração.
4 Dize à Sabedoria: Tu és minha irmã; e ao Entendimento chama teu parente;
4 Dize à sabedoria: Tu és minha irmã, e chama a inteligência minha amiga,
5 para te guardarem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com palavras.
5 para que elas te guardem da mulher alheia, da estranha que tem palavras lúbricas.
6 Porque da janela da minha casa, por minhas grades, olhando eu,
6 Estava eu atrás da janela de minha casa, olhava por entre as grades.
7 vi entre os simples, descobri entre os jovens um que era carecente de juízo,
7 Vi entre os imprudentes, entre os jovens, um adolescente incauto:
8 que ia e vinha pela rua junto à esquina da mulher estranha e seguia o caminho da sua casa,
8 passava ele na rua perto da morada de uma destas mulheres e entrava na casa dela.
9 à tarde do dia, no crepúsculo, na escuridão da noite, nas trevas.
9 Era ao anoitecer, na hora em que surge a obscuridade da noite.
10 Eis que a mulher lhe sai ao encontro, com vestes de prostituta e astuta de coração.
10 Eis que uma mulher sai-lhe ao encontro, ornada como uma prostituta e o coração dissimulado.
11 É apaixonada e inquieta, cujos pés não param em casa;
11 Inquieta e impaciente, seus pés não podem parar em casa;
12 ora está nas ruas, ora, nas praças, espreitando por todos os cantos.
12 umas vezes na rua, outras na praça, em todos os cantos ela está de emboscada.
13 Aproximou-se dele, e o beijou, e de cara impudente lhe diz:
13 Abraça o jovem e o beija, e com um semblante descarado diz-lhe:
14 Sacrifícios pacíficos tinha eu de oferecer; paguei hoje os meus votos.
14 Tinha que oferecer sacrifícios pacíficos, hoje cumpri meu voto.
15 Por isso, saí ao teu encontro, a buscar-te, e te achei.
15 Por isso saí ao teu encontro para te procurar! E achei-te!
16 Já cobri de colchas a minha cama, de linho fino do Egito, de várias cores;
16 Ornei minha cama com tapetes, com estofos recamados de rendas do Egito.
17 já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo.
17 Perfumei meu leito com mirra, com aloés e cinamomo.
18 Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores.
18 Vem! Embriaguemo-nos de amor até o amanhecer, desfrutemos as delícias da voluptuosidade;
19 Porque o meu marido não está em casa, saiu de viagem para longe.
19 pois o marido não está em casa: partiu para uma longa viagem,
20 Levou consigo um saquitel de dinheiro; só por volta da lua cheia ele tornará para casa.
20 levou consigo uma bolsa cheia de dinheiro e só voltará lá pela lua cheia.
21 Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou.
21 Seduziu-o à força de palavras e arrastou-o com as lisonjas de seus lábios.
22 E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede,
22 Põe-se ele logo a segui-la, como um boi que é levado ao matadouro, como um cervo que se lança nas redes,
23 até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida.
23 até que uma flecha lhe traspassa o fígado, como o pássaro que se precipita para o laço sem saber que se trata dum perigo para sua vida.
24 Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e sê atento às palavras da minha boca;
24 E agora, meus filhos, ouvi-me, prestai atenção às minhas palavras.
25 não se desvie o teu coração para os caminhos dela, e não andes perdido nas suas veredas;
25 Que vosso coração não se deixe arrastar para seguir essa mulher, nem vos extravieis em suas veredas,
26 porque a muitos feriu e derribou; e são muitos os que por ela foram mortos.
26 porque numerosos são os feridos por ela e considerável é a multidão de suas vítimas.
27 A sua casa é caminho para a sepultura e desce para as câmaras da morte.
27 Sua casa é o caminho da região dos mortos, que conduz às entranhas da morte.
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