Marcos 4
Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs NVT
1 Voltou Jesus a ensinar à beira-mar. E reuniu-se numerosa multidão a ele, de modo que entrou num barco, onde se assentou, afastando-se da praia. E todo o povo estava à beira-mar, na praia.
1 Mais uma vez, Jesus começou a ensinar à beira-mar. Em pouco tempo, uma grande multidão se juntou ao seu redor. Então ele entrou num barco e sentou-se, enquanto o povo ficou na praia.
2 Assim, lhes ensinava muitas coisas por parábolas, no decorrer do seu doutrinamento.
2 Ele os ensinou contando várias histórias na forma de parábolas, como esta:
3 Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.
3 “Ouçam! Um lavrador saiu para semear.
4 E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram.
4 Enquanto espalhava as sementes pelo campo, algumas caíram à beira do caminho, e as aves vieram e as comeram.
5 Outra caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra.
5 Outras sementes caíram em solo rochoso e, não havendo muita terra, germinaram rapidamente,
6 Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se.
6 mas as plantas logo murcharam sob o calor do sol e secaram, pois não tinham raízes profundas.
7 Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto.
7 Outras sementes caíram entre espinhos, que cresceram e sufocaram os brotos, sem nada produzirem.
8 Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu, produzindo a trinta, a sessenta e a cem por um.
8 Ainda outras caíram em solo fértil e germinaram, cresceram e produziram uma colheita trinta, sessenta e até cem vezes maior que a quantidade semeada”.
9 E acrescentou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
9 Então ele disse: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça com atenção!”.
10 Quando Jesus ficou só, os que estavam junto dele com os doze o interrogaram a respeito das parábolas.
10 Mais tarde, quando Jesus estava sozinho com os Doze e os outros que estavam reunidos ao seu redor, perguntaram-lhe qual era o significado das parábolas.
11 Ele lhes respondeu: A vós outros vos é dado conhecer o mistério do reino de Deus; mas, aos de fora, tudo se ensina por meio de parábolas,
11 Ele respondeu: “A vocês é permitido entender o segredo do reino de Deus, mas uso parábolas para falar aos de fora,
12 para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam; para que não venham a converter-se, e haja perdão para eles.
12 de modo que: ‘Mesmo que vejam o que faço, não perceberão, e ainda que ouçam o que digo, não compreenderão. Do contrário, poderiam voltar-se para mim, e ser perdoados’”.
13 Então, lhes perguntou: Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?
13 Então Jesus disse: “Se vocês não entendem o significado desta parábola, como entenderão as demais?
14 O semeador semeia a palavra.
14 O lavrador lança sementes ao anunciar a mensagem.
15 São estes os da beira do caminho, onde a palavra é semeada; e, enquanto a ouvem, logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles.
15 As sementes que caíram à beira do caminho representam os que ouvem a mensagem, mas Satanás logo vem e a toma deles.
16 Semelhantemente, são estes os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria.
16 As que caíram no solo rochoso representam aqueles que ouvem a mensagem e, sem demora, a recebem com alegria.
17 Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo, antes, de pouca duração; em lhes chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam.
17 Contudo, uma vez que não têm raízes profundas, não duram muito. Assim que enfrentam problemas ou são perseguidos por causa da mensagem, cedo desanimam.
18 Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra,
18 As que caíram entre os espinhos representam outros que ouvem a mensagem,
19 mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera.
19 mas logo ela é sufocada pelas preocupações desta vida, pela sedução da riqueza e pelo desejo por outras coisas, não produzindo fruto.
20 Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um.
20 E as que caíram em solo fértil representam os que ouvem e aceitam a mensagem e produzem uma colheita trinta, sessenta ou até cem vezes maior que a quantidade semeada”.
21 Também lhes disse: Vem, porventura, a candeia para ser posta debaixo do alqueire ou da cama? Não vem, antes, para ser colocada no velador?
21 Em seguida, Jesus lhes perguntou: “Alguém acenderia uma lâmpada e a colocaria sob um cesto ou uma cama? Claro que não! A lâmpada é colocada num pedestal, de onde sua luz brilhará.
22 Pois nada está oculto, senão para ser manifesto; e nada se faz escondido, senão para ser revelado.
22 Da mesma forma, tudo que está escondido será revelado, e tudo que está oculto virá à luz.
23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.
23 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça com atenção!”.
24 Então, lhes disse: Atentai no que ouvis. Com a medida com que tiverdes medido vos medirão também, e ainda se vos acrescentará.
24 Então acrescentou: “Prestem muita atenção ao que vão ouvir. Com o mesmo padrão de medida que adotarem, vocês serão medidos, e mais ainda lhes será acrescentado.
25 Pois ao que tem se lhe dará; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.
25 Pois ao que tem, mais lhe será dado; mas do que não tem, até o que tem lhe será tirado”.
26 Disse ainda: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à terra;
26 Jesus também disse: “O reino de Deus é como um lavrador que lança sementes sobre a terra.
27 depois, dormisse e se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele como.
27 Noite e dia, esteja ele dormindo ou acordado, as sementes germinam e crescem, mas ele não sabe como isso acontece.
28 A terra por si mesma frutifica: primeiro a erva, depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga.
28 A terra produz as colheitas por si própria. Primeiro aparece uma folha, depois se formam as espigas de trigo e, por fim, o cereal amadurece.
29 E, quando o fruto já está maduro, logo se lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa.
29 E, assim que o cereal está maduro, o lavrador vem e o corta com a foice, pois chegou o tempo da colheita”.
30 Disse mais: A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos?
30 Jesus disse ainda: “Como posso descrever o reino de Deus? Que comparação devo usar para ilustrá-lo?
31 É como um grão de mostarda, que, quando semeado, é a menor de todas as sementes sobre a terra;
31 É como uma semente de mostarda plantada na terra. É a menor das sementes,
32 mas, uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças e deita grandes ramos, a ponto de as aves do céu poderem aninhar-se à sua sombra.
32 mas se torna a maior de todas as hortaliças, com ramos tão grandes que as aves fazem ninhos à sua sombra”.
33 E com muitas parábolas semelhantes lhes expunha a palavra, conforme o permitia a capacidade dos ouvintes.
33 Jesus usou muitas histórias e ilustrações semelhantes para ensinar o povo, conforme tinham condições de entender.
34 E sem parábolas não lhes falava; tudo, porém, explicava em particular aos seus próprios discípulos.
34 Na verdade, só usava parábolas para ensinar em público. Depois, quando estava sozinho com seus discípulos, explicava tudo para eles.
35 Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem.
35 Ao anoitecer, Jesus disse a seus discípulos: “Vamos atravessar para o outro lado do mar”.
36 E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam.
36 Com ele a bordo, partiram e deixaram a multidão para trás, embora outros barcos os seguissem.
37 Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água.
37 Logo uma forte tempestade se levantou. As ondas arrebentavam sobre o barco, que começou a encher-se de água.
38 E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos?
38 Jesus dormia na parte de trás do barco, com a cabeça numa almofada. Os discípulos o acordaram, clamando: “Mestre, vamos morrer! O senhor não se importa?”.
39 E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança.
39 Jesus despertou, repreendeu o vento e disse ao mar: “Silêncio! Aquiete-se!”. De repente, o vento parou, e houve grande calmaria.
40 Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?
40 Então Jesus lhes perguntou: “Por que estão com medo? Ainda não têm fé?”.
41 E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?
41 Apavorados, os discípulos diziam uns aos outros: “Quem é este homem? Até o vento e o mar lhe obedecem!”.
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