Jó 6

Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Então, Jó respondeu:
1 Então, Jó respondeu e disse:
2 Oh! Se a minha queixa, de fato, se pesasse, e contra ela, numa balança, se pusesse a minha miséria,
2 Oh! Se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança!
3 esta, na verdade, pesaria mais que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras foram precipitadas.
3 Porque, na verdade, mais pesada seria do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido inconsideradas.
4 Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim cravadas, e o meu espírito sorve o veneno delas; os terrores de Deus se arregimentam contra mim.
4 Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, e o seu ardente veneno, o bebe o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim.
5 Zurrará o jumento montês junto à relva? Ou mugirá o boi junto à sua forragem?
5 Porventura, zurrará o jumento montês junto à relva? Ou berrará o boi junto ao seu pasto?
6 Comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá sabor na clara do ovo?
6 Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?
7 Aquilo que a minha alma recusava tocar, isso é agora a minha comida repugnante.
7 A minha alma recusa tocar em vossas palavras, pois são como a minha comida fastienta.
8 Quem dera que se cumprisse o meu pedido, e que Deus me concedesse o que anelo!
8 Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero!
9 Que fosse do agrado de Deus esmagar-me, que soltasse a sua mão e acabasse comigo!
9 E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e acabasse comigo!
10 Isto ainda seria a minha consolação, e saltaria de contente na minha dor, que ele não poupa; porque não tenho negado as palavras do Santo.
10 Isto ainda seria a minha consolação e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não repulsei as palavras do Santo.
11 Por que esperar, se já não tenho forças? Por que prolongar a vida, se o meu fim é certo?
11 Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que prolongue a minha vida?
12 Acaso, a minha força é a força da pedra? Ou é de bronze a minha carne?
12 É, porventura, a minha força a força da pedra? Ou é de cobre a minha carne?
13 Não! Jamais haverá socorro para mim; foram afastados de mim os meus recursos.
13 Está em mim a minha ajuda? Não me desamparou todo auxílio eficaz?
14 Ao aflito deve o amigo mostrar compaixão, a menos que tenha abandonado o temor do Todo-Poderoso.
14 Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso.
15 Meus irmãos aleivosamente me trataram; são como um ribeiro, como a torrente que transborda no vale,
15 Meus irmãos aleivosamente me trataram; são como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,
16 turvada com o gelo e com a neve que nela se esconde,
16 que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve.
17 torrente que no tempo do calor seca, emudece e desaparece do seu lugar.
17 No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem; e, em se aquentando, desaparecem do seu lugar.
18 Desviam-se as caravanas dos seus caminhos, sobem para lugares desolados e perecem.
18 Desviam-se as caravanas dos seus caminhos; sobem ao vácuo e perecem.
19 As caravanas de Temá procuram essa torrente, os viajantes de Sabá por ela suspiram.
19 Os caminhantes de Temá os veem; os passageiros de Sabá olham para eles.
20 Ficam envergonhados por terem confiado; em chegando ali, confundem-se.
20 Foram envergonhados por terem confiado; e, chegando ali, se confundem.
21 Assim também vós outros sois nada para mim; vedes os meus males e vos espantais.
21 Agora, sois semelhantes a eles; vistes o terror e temestes.
22 Acaso, disse eu: dai-me um presente? Ou: oferecei-me um suborno da vossa fazenda?
22 Disse- vos eu: dai-me ou oferecei-me da vossa fazenda presentes?
23 Ou: livrai-me do poder do opressor? Ou: redimi-me das mãos dos tiranos?
23 Ou: livrai-me das mãos do opressor? Ou: redimi-me das mãos dos tiranos?
24 Ensinai-me, e eu me calarei; dai-me a entender em que tenho errado.
24 Ensinai-me, e eu me calarei; e dai-me a entender em que errei.
25 Oh! Como são persuasivas as palavras retas! Mas que é o que repreende a vossa repreensão?
25 Oh! Quão fortes são as palavras da boa razão! Mas que é o que censura a vossa arguição?
26 Acaso, pensais em reprovar as minhas palavras, ditas por um desesperado ao vento?
26 Porventura, buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razões do desesperado são como vento?
27 Até sobre o órfão lançaríeis sorte e especularíeis com o vosso amigo?
27 Mas, antes, lançais sortes sobre o órfão e especulais com o vosso amigo.
28 Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim e vede que não minto na vossa cara.
28 Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presença.
29 Tornai a julgar, vos peço, e não haja iniquidade; tornai a julgar, e a justiça da minha causa triunfará.
29 Voltai, pois, não haja iniquidade; voltai, sim, que a minha causa é justa.
30 Há iniquidade na minha língua? Não pode o meu paladar discernir coisas perniciosas?
30 Há, porventura, iniquidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar dar a entender as minhas misérias?

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