Jó 33

Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Ouve, pois, Jó, as minhas razões e dá ouvidos a todas as minhas palavras.
1 Assim, na verdade, ó Jó, ouve as minhas razões e dá ouvidos a todas as minhas palavras.
2 Passo agora a falar, em minha boca fala a língua.
2 Eis que já abri a minha boca; já falou a minha língua debaixo do meu paladar.
3 As minhas razões provam a sinceridade do meu coração, e os meus lábios proferem o puro saber.
3 As minhas razões sairão da sinceridade do meu coração; e a pura ciência, dos meus lábios.
4 O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida.
4 O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida.
5 Se podes, contesta-me, dispõe bem as tuas razões perante mim e apresenta-te.
5 Se podes, responde-me; dispõe bem as tuas razões e levanta-te.
6 Eis que diante de Deus sou como tu és; também eu sou formado do barro.
6 Eis que vim de Deus, como tu; do lodo também eu fui formado.
7 Por isso, não te inspiro terror, nem será pesada sobre ti a minha mão.
7 Eis que não te perturbará o meu terror, nem será pesada sobre ti a minha mão.
8 Na verdade, falaste perante mim, e eu ouvi o som das tuas palavras:
8 Na verdade, tu falaste aos meus ouvidos; e eu ouvi a voz das tuas palavras; dizias:
9 Estou limpo, sem transgressão; puro sou e não tenho iniquidade.
9 Limpo estou, sem transgressão; puro sou; e não tenho culpa.
10 Eis que Deus procura pretextos contra mim e me considera como seu inimigo.
10 Eis que ele acha contra mim ocasiões e me considerou como seu inimigo.
11 Põe no tronco os meus pés e observa todas as minhas veredas.
11 Põe no tronco os meus pés e observa todas as minhas veredas.
12 Nisto não tens razão, eu te respondo; porque Deus é maior do que o homem.
12 Eis que nisto te respondo: Não foste justo; porque maior é Deus do que o homem.
13 Por que contendes com ele, afirmando que não te dá contas de nenhum dos seus atos?
13 Por que razão contendes com ele? Porque ele não dá contas de nenhum dos seus feitos.
14 Pelo contrário, Deus fala de um modo, sim, de dois modos, mas o homem não atenta para isso.
14 Antes, Deus fala uma e duas vezes; porém ninguém atenta para isso.
15 Em sonho ou em visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, quando adormecem na cama,
15 Em sonho ou em visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormecem na cama,
16 então, lhes abre os ouvidos e lhes sela a sua instrução,
16 então, abre os ouvidos dos homens, e lhes sela a sua instrução,
17 para apartar o homem do seu desígnio e livrá-lo da soberba;
17 para apartar o homem do seu desígnio e esconder do homem a soberba;
18 para guardar a sua alma da cova e a sua vida de passar pela espada.
18 para desviar a sua alma da cova e a sua vida, de passar pela espada.
19 Também no seu leito é castigado com dores, com incessante contenda nos seus ossos;
19 Também na sua cama é com dores castigado, e com a incessante contenda dos seus ossos;
20 de modo que a sua vida abomina o pão, e a sua alma, a comida apetecível.
20 de modo que a sua vida abomina até o pão; e a sua alma, a comida apetecível.
21 A sua carne, que se via, agora desaparece, e os seus ossos, que não se viam, agora se descobrem.
21 Desaparece a sua carne a olhos vistos; e os seus ossos, que se não viam, agora aparecem;
22 A sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida, aos portadores da morte.
22 e a sua alma se vai chegando à cova; e a sua vida, ao que traz morte.
23 Se com ele houver um anjo intercessor, um dos milhares, para declarar ao homem o que lhe convém,
23 Se com ele, pois, houver um mensageiro, um intérprete, um entre milhares para declarar ao homem a sua retidão,
24 então, Deus terá misericórdia dele e dirá ao anjo: Redime-o, para que não desça à cova; achei resgate.
24 então, terá misericórdia dele e lhe dirá: Livra-o, que não desça à cova; já achei resgate.
25 Sua carne se robustecerá com o vigor da sua infância, e ele tornará aos dias da sua juventude.
25 Sua carne se reverdecerá mais do que na sua infância e tornará aos dias da sua juventude.
26 Deveras orará a Deus, que lhe será propício; ele, com júbilo, verá a face de Deus, e este lhe restituirá a sua justiça.
26 Deveras, orará a Deus, que se agradará dele, e verá a sua face com júbilo, e restituirá ao homem a sua justiça.
27 Cantará diante dos homens e dirá: Pequei, perverti o direito e não fui punido segundo merecia.
27 Olhará para os homens e dirá: Pequei e perverti o direito, o que de nada me aproveitou.
28 Deus redimiu a minha alma de ir para a cova; e a minha vida verá a luz.
28 Mas Deus livrou a minha alma de ir para a cova; e a minha vida verá a luz.
29 Eis que tudo isto é obra de Deus, duas e três vezes para com o homem,
29 Eis que tudo isto é obra de Deus, duas e três vezes para com o homem,
30 para reconduzir da cova a sua alma e o alumiar com a luz dos viventes.
30 para desviar a sua alma da perdição e o alumiar com a luz dos viventes.
31 Escuta, pois, ó Jó, ouve-me; cala-te, e eu falarei.
31 Escuta, pois, ó Jó, ouve-me; cala-te, e eu falarei.
32 Se tens alguma coisa que dizer, responde-me; fala, porque desejo justificar-te.
32 Se tens alguma coisa que dizer, responde-me; fala, porque desejo justificar-te.
33 Se não, escuta-me; cala-te, e ensinar-te-ei a sabedoria.
33 Se não, escuta-me tu; cala-te, e ensinar-te-ei a sabedoria.

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