Jó 19

Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Então, respondeu Jó:
1 Respondeu, porém, Jó e disse:
2 Até quando afligireis a minha alma e me quebrantareis com palavras?
2 Até quando entristecereis a minha alma e me quebrantareis com palavras?
3 Já dez vezes me vituperastes e não vos envergonhais de injuriar-me.
3 Já dez vezes me envergonhastes; vergonha não tendes de contra mim vos endurecerdes.
4 Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro.
4 Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro.
5 Se quereis engrandecer-vos contra mim e me arguis pelo meu opróbrio,
5 Se deveras vos levantais contra mim e me arguís pelo meu opróbrio,
6 sabei agora que Deus é que me oprimiu e com a sua rede me cercou.
6 sabei agora que Deus é que me transtornou e com a sua rede me cercou.
7 Eis que clamo: violência! Mas não sou ouvido; grito: socorro! Porém não há justiça.
7 Eis que clamo: Violência! Mas não sou ouvido; grito: Socorro! Mas não há justiça.
8 O meu caminho ele fechou, e não posso passar; e nas minhas veredas pôs trevas.
8 O meu caminho ele entrincheirou, e não posso passar; e nas minhas veredas pôs trevas.
9 Da minha honra me despojou e tirou-me da cabeça a coroa.
9 Da minha honra me despojou; e tirou-me a coroa da minha cabeça.
10 Arruinou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou-me a esperança, como a uma árvore.
10 Quebrou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou a minha esperança, como a uma árvore.
11 Inflamou contra mim a sua ira e me tem na conta de seu adversário.
11 E fez inflamar contra mim a sua ira e me reputou para consigo como um de seus inimigos.
12 Juntas vieram as suas tropas, prepararam contra mim o seu caminho e se acamparam ao redor da minha tenda.
12 Juntas vieram as suas tropas, e prepararam contra mim o seu caminho, e se acamparam ao redor da minha tenda.
13 Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos, se apartaram de mim.
13 Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem deveras me estranharam.
14 Os meus parentes me desampararam, e os meus conhecidos se esqueceram de mim.
14 Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim.
15 Os que se abrigam na minha casa e as minhas servas me têm por estranho, e vim a ser estrangeiro aos seus olhos.
15 Os meus domésticos e as minhas servas me reputaram como um estranho; vim a ser um estrangeiro aos seus olhos.
16 Chamo o meu criado, e ele não me responde; tenho de suplicar-lhe, eu mesmo.
16 Chamei a meu criado, e ele me não respondeu; cheguei a suplicar com a minha boca.
17 O meu hálito é intolerável à minha mulher, e pelo mau cheiro sou repugnante aos filhos de minha mãe.
17 O meu bafo se fez estranho a minha mulher; e a minha súplica, aos filhos do meu corpo.
18 Até as crianças me desprezam, e, querendo eu levantar-me, zombam de mim.
18 Até os rapazes me desprezam, e, levantando-me eu, falam contra mim.
19 Todos os meus amigos íntimos me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim.
19 Todos os homens do meu secreto conselho me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim.
20 Os meus ossos se apegam à minha pele e à minha carne, e salvei-me só com a pele dos meus dentes.
20 Os meus ossos se apegaram à minha pele e à minha carne, e escapei só com a pele dos meus dentes.
21 Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me atingiu.
21 Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou.
22 Por que me perseguis como Deus me persegue e não cessais de devorar a minha carne?
22 Por que me perseguis assim como Deus, e da minha carne vos não fartais?
23 Quem me dera fossem agora escritas as minhas palavras! Quem me dera fossem gravadas em livro!
23 Quem me dera, agora, que as minhas palavras se escrevessem! Quem me dera que se gravassem num livro!
24 Que, com pena de ferro e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha!
24 E que, com pena de ferro e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha!
25 Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.
25 Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.
26 Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus.
26 E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus.
27 Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim.
27 Vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, o verão; e, por isso, o meu coração se consome dentro de mim.
28 Se disserdes: Como o perseguiremos? E: A causa deste mal se acha nele,
28 Na verdade, que devíeis dizer: Por que o perseguimos? Pois a raiz da acusação se acha em mim.
29 temei, pois, a espada, porque tais acusações merecem o seu furor, para saberdes que há um juízo.
29 Temei vós mesmos a espada; porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que há um juízo.

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