Jó 13
Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs NVI
1 Eis que tudo isso viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
1 "Meus olhos viram tudo isso, meus ouvidos o ouviram e entenderam.
2 Como vós o sabeis, também eu o sei; não vos sou inferior.
2 O que vocês sabem, eu também sei; não sou inferior a vocês.
3 Mas falarei ao Todo-Poderoso e quero defender-me perante Deus.
3 Mas desejo falar ao Todo-poderoso e defender a minha causa diante de Deus.
4 Vós, porém, besuntais a verdade com mentiras e vós todos sois médicos que não valem nada.
4 Vocês, porém, me difamam com mentiras; todos vocês são médicos que de nada valem!
5 Tomara vos calásseis de todo, que isso seria a vossa sabedoria!
5 Se tão-somente ficassem calados! Mostrariam sabedoria.
6 Ouvi agora a minha defesa e atentai para os argumentos dos meus lábios.
6 Escutem agora o meu argumento; prestem atenção à réplica de meus lábios.
7 Porventura, falareis perversidade em favor de Deus e a seu favor falareis mentiras?
7 Vocês vão falar com maldade em nome de Deus? Vão falar enganosamente a favor dele?
8 Sereis parciais por ele? Contendereis a favor de Deus?
8 Vão revelar parcialidade por ele? Vão defender a causa a favor de Deus?
9 Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de um homem qualquer?
9 Tudo iria bem, se ele os examinasse? Vocês conseguiriam enganá-lo, como podem enganar os homens?
10 Acerbamente vos repreenderá, se em oculto fordes parciais.
10 Com certeza ele os repreenderia, se no íntimo vocês fossem parciais.
11 Porventura, não vos amedrontará a sua dignidade, e não cairá sobre vós o seu terror?
11 O esplendor dele não os aterrorizaria? O pavor dele não cairia sobre vocês?
12 As vossas máximas são como provérbios de cinza, os vossos baluartes, baluartes de barro.
12 As máximas que vocês citam são provérbios de cinza; suas defesas não passam de barro.
13 Calai-vos perante mim, e falarei eu, e venha sobre mim o que vier.
13 "Aquietem-se e deixem-me falar; e aconteça-me o que me acontecer.
14 Tomarei a minha carne nos meus dentes e porei a vida na minha mão.
14 Por que me ponho em perigo e tomo a minha vida em minhas mãos?
15 Eis que me matará, já não tenho esperança; contudo, defenderei o meu procedimento.
15 Embora ele me mate, ainda assim esperarei nele; certo é que defenderei os meus caminhos diante dele.
16 Também isto será a minha salvação, o fato de o ímpio não vir perante ele.
16 Aliás, isso será a minha libertação, pois nenhum ímpio ousaria apresentar-se a ele!
17 Atentai para as minhas razões e dai ouvidos à minha exposição.
17 Escutem atentamente as minhas palavras; que os seus ouvidos acolham o que eu digo.
18 Tenho já bem-encaminhada minha causa e estou certo de que serei justificado.
18 Agora que preparei a minha defesa, sei que serei justificado.
19 Quem há que possa contender comigo? Neste caso, eu me calaria e renderia o espírito.
19 Haverá quem me acuse? Se houver, ficarei calado e morrerei.
20 Concede-me somente duas coisas; então, me não esconderei do teu rosto:
20 "Concede-me só estas duas coisas, ó Deus, e não me esconderei de ti:
21 alivia a tua mão de sobre mim, e não me espante o teu terror.
21 Afasta de mim a tua mão, e não mais me assuste com os teus terrores.
22 Interpela-me, e te responderei ou deixa-me falar e tu me responderás.
22 Chama-me, e eu responderei, ou deixa-me falar, e tu responderás.
23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado.
23 Quantos erros e pecados cometi? Mostra-me a minha falta e o meu pecado.
24 Por que escondes o rosto e me tens por teu inimigo?
24 Por que escondes o teu rosto e consideras-me teu inimigo?
25 Queres aterrorizar uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirás a palha seca?
25 Atormentarás uma folha levada pelo vento? Perseguirás a palha?
26 Pois decretas contra mim coisas amargas e me atribuis as culpas da minha mocidade.
26 Pois fazes constar contra mim coisas amargas e fazes-me herdar os pecados da minha juventude.
27 Também pões os meus pés no tronco, observas todos os meus caminhos e traças limites à planta dos meus pés,
27 Acorrentas os meus pés e vigias todos os meus caminhos, pondo limites aos meus passos.
28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida da traça.
28 "Assim o homem se consome como coisa podre, como a roupa que a traça vai roendo.
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