Eclesiastes 9

Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs BKJ

Sair da comparação
1 Deveras me apliquei a todas estas coisas para claramente entender tudo isto: que os justos, e os sábios, e os seus feitos estão nas mãos de Deus; e, se é amor ou se é ódio que está à sua espera, não o sabe o homem. Tudo lhe está oculto no futuro.
1 Porque todas estas coisas considerei no meu coração para poder declarar tudo isto: que os justos, e os sábios, e as suas obras, estão nas mãos de Deus, nenhum homem conhece nem o amor nem o ódio; por tudo o que está diante dele.
2 Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao perverso; ao bom, ao puro e ao impuro; tanto ao que sacrifica como ao que não sacrifica; ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.
2 Todas as coisas sucedem igualmente a todos; o mesmo destino sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, e também ao impuro; assim como ao que sacrifica e ao que não sacrifica; tanto ao bom como ao pecador; ao que jura e ao que teme o juramento.
3 Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: a todos sucede o mesmo; também o coração dos homens está cheio de maldade, nele há desvarios enquanto vivem; depois, rumo aos mortos.
3 Este é um mal entre todas as coisas que se faz debaixo do sol; que todos estão sujeitos aos mesmos destinos e que também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade, e a loucura habita os seus corações enquanto vivem, e depois eles se vão para os mortos.
4 Para aquele que está entre os vivos há esperança; porque mais vale um cão vivo do que um leão morto.
4 Para aquele que está entre os vivos há esperança; porque um cão vivo é melhor do que um leão morto.
5 Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento.
5 Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa alguma, nem tampouco terão eles alguma recompensa, mas a sua memória é esquecida.
6 Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.
6 Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e também já não têm parte alguma para sempre, em qualquer coisa do que se faz debaixo do sol.
7 Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho, pois Deus já de antemão se agrada das tuas obras.
7 Segue teu caminho, come o teu pão com alegria e bebe o teu vinho com um coração jubiloso, porque Deus agora aceita as tuas obras.
8 Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça.
8 Que as tuas vestes estejam sempre brancas, e nunca falte o unguento sobre a tua cabeça.
9 Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol.
9 Viva alegremente com a esposa que tu amas em todos os dias da vida da tua vaidade, os quais ele te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, o qual tu realizaste debaixo do sol.
10 Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
10 Tudo quanto tua mão encontrar para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há trabalho, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria.
11 Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor; porém tudo depende do tempo e do acaso.
11 Voltei-me, e vi debaixo do sol que a corrida não é para os velozes, e nem para os fortes a batalha, nem tampouco para os sábios o pão, e nem tampouco as riquezas para os homens de entendimento, e nem o favor para os homens de habilidades; mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos.
12 Pois o homem não sabe a sua hora. Como os peixes que se apanham com a rede traiçoeira e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enredam também os filhos dos homens no tempo da calamidade, quando cai de repente sobre eles.
12 Porque o homem também não sabe o seu tempo; assim como os peixes que são pegos por uma rede maligna, e como os passarinhos que são apanhados em um laço, assim se enlaçam os filhos dos homens no mau tempo, quando cai repentinamente sobre eles.
13 Também vi este exemplo de sabedoria debaixo do sol, que foi para mim grande.
13 Esta sabedoria também vi debaixo do sol, e pareceu- me grande:
14 Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens; veio contra ela um grande rei, sitiou-a e levantou contra ela grandes baluartes.
14 Havia uma pequena cidade em que tinha poucos homens, e veio contra ela um grande rei, e a sitiou e construiu contra ela grandes ­baluartes.
15 Encontrou-se nela um homem pobre, porém sábio, que a livrou pela sua sabedoria; contudo, ninguém se lembrou mais daquele pobre.
15 Ora, encontrou-se nela um homem sábio pobre, que pela sua sabedoria livrou aquela cidade, e mesmo assim ninguém se lembrava daquele pobre homem.
16 Então, disse eu: melhor é a sabedoria do que a força, ainda que a sabedoria do pobre é desprezada, e as suas palavras não são ouvidas.
16 Então disse eu: A sabedoria é melhor do que a força, no entanto, a sabedoria do pobre é desprezada, e as suas palavras não são ouvidas.
17 As palavras dos sábios, ouvidas em silêncio, valem mais do que os gritos de quem governa entre tolos.
17 As palavras dos homens sábios são ouvidas no silêncio, mais do que o grito daquele que governa entre os tolos.
18 Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra, mas um só pecador destrói muitas coisas boas.
18 A sabedoria é melhor do que as armas de guerra; porém um só pecador destrói muitos bens.

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