Daniel 8

Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs BKJ

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1 No ano terceiro do reinado do rei Belsazar, eu, Daniel, tive uma visão depois daquela que eu tivera a princípio.
1 No terceiro ano do reinado do rei Belsazar, apareceu para mim, Daniel, uma visão, após aquela que me apareceu no princípio.
2 Quando a visão me veio, pareceu-me estar eu na cidadela de Susã, que é província de Elão, e vi que estava junto ao rio Ulai.
2 E eu vi em uma visão, e que veio a acontecer; quando eu vi, eu estava no palácio em Susã, que fica na província de Elão; e eu vi em uma visão, e eu estava próximo ao rio de Ulai.
3 Então, levantei os olhos e vi, e eis que, diante do rio, estava um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último.
3 Então eu ergui meus olhos, e vi, e eis que estava diante do rio um carneiro que tinha dois chifres; e os dois chifres eram altos; porém um era mais alto do que o outro, e o mais alto surgiu por último.
4 Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia segundo a sua vontade e, assim, se engrandecia.
4 Eu vi o carneiro avançando para o oeste, para o norte e para o sul, de modo que nenhum animal podia permanecer diante dele, nem havia algum que pudesse livrar-se da sua mão; porém ele agiu conforme a sua vontade, e tornou-se grande.
5 Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos;
5 E enquanto eu refletia, eis que um bode veio do oeste, sobre a face de toda a terra, e não tocou o chão; e o bode tinha um chifre notável entre os seus olhos.
6 dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder.
6 E ele veio ao carneiro que tinha dois chifres, o qual eu tinha visto em pé perante o rio, e correu para ele na fúria do seu poder.
7 Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele.
7 E eu o vi chegar mais perto do carneiro, e ele estava tomado de fúria contra ele, e golpeou o carneiro, e quebrou os seus dois chifres; e o carneiro não tinha poder para manter-se de pé perante ele, porém ele o arremessou ao chão, e o pisoteou e não houve ninguém que pudesse livrar o carneiro de suas mãos.
8 O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu.
8 Por esta razão o bode tornou-se muito grande. E quando ele estava forte, o grande chifre foi quebrado. E no lugar dele surgiram quatro chifres notáveis, em direção aos quatro ventos do céu.
9 De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa.
9 E de um deles surgiu um pequeno chifre, o qual tornou-se excessivamente grande, em direção ao sul, e em direção ao leste, e em direção à terra agradável.
10 Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou.
10 E este tornou-se grande, e chegou até o exército do céu; e ele lançou alguns do exército e das estrelas ao chão, e os pisoteou.
11 Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo.
11 Sim, ele engrandeceu-se e chegou até o príncipe do exército, e retirou o sacrifício diário, e o lugar do seu santuário foi arremessado abaixo.
12 O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou.
12 E um exército lhe foi dado contra o sacrifício diário, por causa da transgressão. E ele arremessou a verdade ao chão. E ele praticou e prosperou.
13 Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?
13 Então eu ouvi um santo falando, e outro santo disse àquele determinado santo que falava: Até quando será a visão concernente ao sacrifício diário e a transgressão da desolação, para dar tanto o santuário quanto o exército para serem pisoteados?
14 Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.
14 E ele me disse: Até dois mil e trezentos dias; então o santuário será purificado.
15 Havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei entendê-la, e eis que se me apresentou diante uma como aparência de homem.
15 E isto aconteceu quando eu, Daniel, tive a visão e busquei o significado; e eis que colocou-se diante de mim a aparência de um homem.
16 E ouvi uma voz de homem de entre as margens do Ulai, a qual gritou e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão.
16 E eu ouvi a voz de um homem entre as margens do Ulai, que chamou e disse: Gabriel, faz este homem entender a visão.
17 Veio, pois, para perto donde eu estava; ao chegar ele, fiquei amedrontado e prostrei-me com o rosto em terra; mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim.
17 Então, ele aproximou-se de onde eu estava, e quando ele chegou, temi e caí sobre a minha face. Porém ele me disse: Entende, ó filho de homem, pois no tempo do fim será a visão.
18 Falava ele comigo quando caí sem sentidos, rosto em terra; ele, porém, me tocou e me pôs em pé no lugar onde eu me achava;
18 Então, enquanto ele falava comigo, eu entrei em um sono profundo com a minha face em terra; porém ele tocou-me e colocou-me em pé.
19 e disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira, porque esta visão se refere ao tempo determinado do fim.
19 E ele disse: Eis que te farei saber o que acontecerá no fim da indignação, pois ao tempo determinado será o final.
20 Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia;
20 O carneiro que tu viste com dois chifres são os reis da Média e Pérsia.
21 mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei;
21 E o bode áspero é o rei da Grécia; e o grande chifre que está entre os seus olhos é o primeiro rei.
22 o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com força igual à que ele tinha.
22 Ora, tendo sido quebrado, enquanto quatro levantaram-se no lugar dele, quatro reinos se levantarão dessa nação, porém não no poder dele.
23 Mas, no fim do seu reinado, quando os prevaricadores acabarem, levantar-se-á um rei de feroz catadura e especialista em intrigas.
23 E no último momento do seu reino, quando os transgressores tiverem chegado ao ápice, um rei de semblante violento e que entende sentenças obscuras levantar-se-á.
24 Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo.
24 E a sua força será poderosa, porém não pelo seu próprio poder; e ele destruirá de forma espantosa e prosperará, e praticará, e destruirá o povo poderoso e santo.
25 Por sua astúcia nos seus empreendimentos, fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas.
25 E pelo seu entendimento também fará prosperar o engano na sua mão, e ele se engrandecerá em seu coração, e pela paz destruirá muitos; ele também se levantará contra o Príncipe dos príncipes; mas ele será quebrado sem o uso de mão.
26 A visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira; tu, porém, preserva a visão, porque se refere a dias ainda mui distantes.
26 E a visão contada, da noite e da manhã, é verdadeira. Portanto, encerra a visão, pois ela será para muitos dias.
27 Eu, Daniel, enfraqueci e estive enfermo alguns dias; então, me levantei e tratei dos negócios do rei. Espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse.
27 E eu, Daniel, desmaiei, e estive enfermo alguns dias; depois levantei-me e fiz os negócios do rei; e fiquei atônito acerca da visão, porém ninguém a entendeu.

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