Jó 29

Almeida Corrigida Fiel (ACF, 1994) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 E prosseguiu Jó no seu discurso, dizendo:
1 Jó continuou em sua fala, dizendo:
2 Ah! quem me dera ser como eu fui nos meses passados, como nos dias em que Deus me guardava!
2 “Ah! Quem me dera ser como fui nos meses passados, como nos dias em que Deus cuidava de mim!
3 Quando fazia resplandecer a sua lâmpada sobre a minha cabeça e quando eu pela sua luz caminhava pelas trevas.
3 Quando Deus fazia resplandecer a sua lâmpada sobre a minha cabeça, quando eu, guiado por sua luz, caminhava na escuridão.
4 Como fui nos dias da minha mocidade, quando o segredo de Deus estava sobre a minha tenda;
4 Quem me dera ser como fui nos dias do meu vigor, quando a amizade de Deus estava sobre a minha tenda,
5 Quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos em redor de mim.
5 quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos estavam ao meu redor,
6 Quando lavava os meus passos na manteiga, e da rocha me corriam ribeiros de azeite;
6 quando eu lavava os meus pés em leite, e da rocha me corriam rios de azeite.
7 Quando eu saía para a porta da cidade, e na rua fazia preparar a minha cadeira,
7 Quando eu me dirigia até o portão da cidade e mandava preparar o meu assento na praça,
8 Os moços me viam, e se escondiam, e até os idosos se levantavam e se punham em pé;
8 os moços me viam e se retiravam, e os idosos se levantavam e ficavam em pé.
9 Os príncipes continham as suas palavras, e punham a mão sobre a sua boca;
9 Os príncipes reprimiam as suas palavras e punham a mão sobre a boca.
10 A voz dos nobres se calava, e a sua língua apegava-se ao seu paladar.
10 A voz dos nobres emudecia, e a língua deles se apegava ao céu da boca.”
11 Ouvindo-me algum ouvido, me tinha por bem-aventurado; vendo-me algum olho, dava testemunho de mim;
11 “O ouvido que me ouvia dizia que eu era feliz; o olho que me via dava testemunho de mim,
12 Porque eu livrava o miserável, que clamava, como também o órfão que não tinha quem o socorresse.
12 porque eu livrava os pobres que pediam ajuda e também o órfão que não tinha quem o socorresse.
13 A bênção do que ia perecendo vinha sobre mim, e eu fazia que rejubilasse o coração da viúva.
13 A bênção do que estava prestes a perecer vinha sobre mim, e eu fazia o coração da viúva cantar de alegria.
14 Vestia-me da justiça, e ela me servia de vestimenta; como manto e diadema era a minha justiça.
14 Eu me cobria de retidão, e ela me servia de roupa; a minha justiça era como um manto e um turbante.
15 Eu me fazia de olhos para o cego, e de pés para o coxo.
15 Eu era os olhos do cego e os pés do aleijado.
16 Dos necessitados era pai, e as causas de que eu não tinha conhecimento inquiria com diligência.
16 Era pai dos necessitados e até as causas dos desconhecidos eu examinava.
17 E quebrava os queixos do perverso, e dos seus dentes tirava a presa.
17 Eu quebrava os queixos dos iníquos e arrancava as vítimas dos dentes deles.”
18 E dizia: No meu ninho expirarei, e multiplicarei os meus dias como a areia.
18 “Eu dizia: ‘Vou morrer no meu ninho, e multiplicarei os meus dias como a areia.
19 A minha raiz se estendia junto às águas, e o orvalho permanecia sobre os meus ramos;
19 As minhas raízes se estenderão até as águas, e o orvalho ficará durante a noite sobre os meus ramos.
20 A minha honra se renovava em mim, e o meu arco se reforçava na minha mão.
20 A minha honra se renovará em mim, e o meu arco se reforçará na minha mão.’”
21 Ouviam-me e esperavam, e em silêncio atendiam ao meu conselho.
21 “Os que me ouviam esperavam o meu conselho e guardavam silêncio para ouvi-lo.
22 Havendo eu falado, não replicavam, e minhas razões destilavam sobre eles;
22 Depois que eu falava, não diziam nada; as minhas palavras caíam sobre eles como orvalho.
23 Porque me esperavam, como à chuva; e abriam a sua boca, como à chuva tardia.
23 Esperavam-me como se espera a chuva, abriam a boca como para absorver a chuva fora de época.
24 Se eu ria para eles, não o criam, e a luz do meu rosto não faziam abater;
24 Quando eu sorria para eles, nem acreditavam; e a luz do meu rosto eles não desprezavam.
25 Eu escolhia o seu caminho, assentava-me como chefe, e habitava como rei entre as suas tropas; como aquele que consola os que pranteiam.
25 Eu escolhia o caminho para eles, assentava-me como chefe e vivia como rei entre as suas tropas; eu era como quem consola os que pranteiam.”

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