Jó 15

Almeida Corrigida Fiel (ACF, 1994) vs VC

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VC Versão Católica
1 Então respondeu Elifaz o temanita, e disse:
1 Elifaz de Temã tomou a palavra nestes termos:
2 Porventura proferirá o sábio và sabedoria? E encherá do vento oriental o seu ventre,
2 Porventura, responde o sábio como se falasse ao vento e enche de ar o seu ventre?
3 Argüindo com palavras que de nada servem, e com razões, de que nada aproveita?
3 Defende-se ele com fúteis argumentos, e com palavras que não servem para nada?
4 E tu tens feito vão o temor, e diminuis os rogos diante de Deus.
4 Acabarás destruindo a piedade, reduzes a nada o respeito devido a Deus;
5 Porque a tua boca declara a tua iniqüidade; e tu escolhes a língua dos astutos.
5 pois é a iniqüidade que inspira teus discursos e adotas a linguagem dos impostores.
6 A tua boca te condena, e não eu, e os teus lábios testificam contra ti.
6 É a tua boca que te condena, e não eu; são teus lábios que dão testemunho contra ti mesmo.
7 És tu porventura o primeiro homem que nasceu? Ou foste formado antes dos outeiros?
7 És, porventura, o primeiro homem que nasceu, e foste tu gerado antes das colinas?
8 Ou ouviste o secreto conselho de Deus e a ti só limitaste a sabedoria?
8 Assististe, porventura, ao conselho de Deus, monopolizaste a sabedoria?
9 Que sabes tu, que nós não saibamos? Que entendes, que não haja em nós?
9 Que sabes tu que nós ignoremos, que aprendeste que não nos seja familiar?
10 Também há entre nós encanecidos e idosos, muito mais idosos do que teu pai.
10 Há entre nós também velhos de cabelos brancos, muito mais avançados em dias do que teu pai.
11 Porventura fazes pouco caso das consolações de Deus, e da suave palavra que te dirigimos?
11 Fazes pouco caso das consolações divinas, e das doces palavras que te são dirigidas?
12 Por que te arrebata o teu coração, e por que piscam os teus olhos?
12 Por que te deixas levar pelo impulso de teu coração, e o que significam esses maus olhares?
13 Para virares contra Deus o teu espírito, e deixares sair tais palavras da tua boca?
13 É contra Deus que ousas encolerizar-te, e que tua boca profere tais discursos!
14 Que é o homem, para que seja puro? E o que nasce da mulher, para ser justo?
14 Que é o homem para que seja puro e o filho da mulher, para que seja justo?
15 Eis que ele não confia nos seus santos, e nem os céus são puros aos seus olhos.
15 Nem mesmo de seus santos Deus se fia, e os céus não são puros a seus olhos;
16 Quanto mais abominável e corrupto é o homem que bebe a iniqüidade como a água?
16 quanto mais do ser abominável e corrompido, o homem, que bebe a iniqüidade como a água?
17 Escuta-me, mostrar-te-ei; e o que tenho visto te contarei
17 Ouve-me; vou instruir-te: eu te contarei o que vi,
18 (O que os sábios anunciaram, ouvindo-o de seus pais, e o não ocultaram;
18 aquilo que os sábios ensinam, aquilo que seus pais não lhes ocultaram,
19 Aos quais somente se dera a terra, e nenhum estranho passou por entre eles):
19 {aos quais, somente, foi dada esta terra, e no meio dos quais não tinha penetrado estrangeiro algum}.
20 Todos os dias o ímpio é atormentado, e se reserva, para o tirano, um certo número de anos.
20 Em todos os dias de sua vida o mau está angustiado, os anos do opressor são em número restrito,
21 O sonido dos horrores está nos seus ouvidos; até na paz lhe sobrevém o assolador.
21 ruídos terrificantes ressoam-lhe aos ouvidos, no seio da paz, lhe sobrevém o destruidor.
22 Não crê que tornará das trevas, mas que o espera a espada.
22 Ele não espera escapar das trevas, está destinado ao gume da espada.
23 Anda vagueando por pão, dizendo: Onde está? Bem sabe que já o dia das trevas lhe está preparado, à mão.
23 Anda às tontas à procura de seu pão, sabe que o dia das trevas está a seu lado.
24 Assombram-no a angústia e a tribulação; prevalecem contra ele, como o rei preparado para a peleja;
24 A tribulação e a angústia vêm sobre ele como um rei que vai para o combate,
25 Porque estendeu a sua mão contra Deus, e contra o Todo-Poderoso se embraveceu.
25 porque levantou a mão contra Deus, e desafiou o Todo-poderoso,
26 Arremete contra ele com a dura cerviz, e contra os pontos grossos dos seus escudos.
26 correndo contra ele com a cabeça levantada, por detrás da grossura de seus escudos;
27 Porquanto cobriu o seu rosto com a sua gordura, e criou gordura nas ilhargas.
27 porque cobriu de gordura o seu rosto, e deixou a gordura ajuntar-se sobre seus rins,
28 E habitou em cidades assoladas, em casas em que ninguém morava, que estavam a ponto de fazer-se montões de ruínas.
28 habitando em cidades desoladas, em casas que foram abandonadas, destinadas a se tornarem montões de pedras;
29 Não se enriquecerá, nem subsistirá a sua fazenda, nem se estenderão pela terra as suas possessões.
29 não se enriquecerá, nem os seus bens resistirão, não mais estenderá sua sombra sobre a terra,
30 Não escapará das trevas; a chama do fogo secará os seus renovos, e ao sopro da sua boca desaparecerá.
30 não escapará às trevas; o fogo queimará seus ramos, e sua flor será levada pelo vento.
31 Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa.
31 {Que não se fie na mentira: ficará prisioneiro dela; a mentira será a sua recompensa}.
32 Antes do seu dia ela se consumará; e o seu ramo não reverdecerá.
32 Suas ramagens secarão antes da hora, seus sarmentos não ficarão verdes;
33 Sacudirá as suas uvas verdes, como as da vide, e deixará cair a sua flor como a oliveira,
33 como a vinha, sacudirá seus frutos verdes, como a oliveira, deixará cair a flor.
34 Porque a congregação dos hipócritas se fará estéril, e o fogo consumirá as tendas do suborno.
34 Pois a raça dos ímpios é estéril, e o fogo devora as tendas do suborno.
35 Concebem a malícia, e dão à luz a iniqüidade, e o seu ventre prepara enganos.
35 Quem concebe o mal, gera a infelicidade: é o engano que amadurece em seu seio.

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