Jó 13

Almeida Corrigida Fiel (ACF, 1994) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Eis que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
1 “Eis que os meus olhos viram tudo isso, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
2 Como vós o sabeis, também eu o sei; não vos sou inferior.
2 O que vocês sabem eu também sei; em nada sou inferior a vocês.
3 Mas eu falarei ao Todo-Poderoso, e quero defender-me perante Deus.
3 Mas falarei ao Todo-Poderoso e quero defender-me diante de Deus.
4 Vós, porém, sois inventores de mentiras, e vós todos médicos que não valem nada.
4 Vocês, porém, cobrem a verdade com mentiras; todos vocês são médicos que não valem nada.
5 Quem dera que vos calásseis de todo, pois isso seria a vossa sabedoria.
5 Quem dera vocês ficassem completamente calados! Vocês poderiam passar por sábios!”
6 Ouvi agora a minha defesa, e escutai os argumentos dos meus lábios.
6 “Ouçam agora a minha defesa e prestem atenção aos argumentos dos meus lábios.
7 Porventura por Deus falareis perversidade e por ele falareis mentiras?
7 Será que vão dizer perversidades em favor de Deus? Vão dizer mentiras a favor dele?
8 Fareis acepção da sua pessoa? Contendereis por Deus?
8 Serão parciais por ele? Argumentarão a favor de Deus?
9 Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de algum homem?
9 Por acaso, seria bom se ele os examinasse? Ou vocês zombariam dele, como zombam das pessoas?
10 Certamente vos repreenderá, se em oculto fizerdes acepção de pessoas.
10 Ele certamente os repreenderá, se em oculto forem parciais.
11 Porventura não vos espantará a sua alteza, e não cairá sobre vós o seu terror?
11 A grandeza dele não os amedrontaria? E o terror dele não cairia sobre vocês?
12 As vossas memórias são como provérbios de cinza; as vossas defesas como defesas de lodo.
12 As máximas de vocês são provérbios de cinza; as defesas de vocês são muralhas de barro.”
13 Calai-vos perante mim, e falarei eu, e venha sobre mim o que vier.
13 “Calem-se diante de mim, e eu falarei; que venha sobre mim o que vier.
14 Por que razão tomarei eu a minha carne com os meus dentes, e porei a minha vida na minha mão?
14 Tomarei a minha carne nos meus dentes e porei a minha vida nas minhas mãos.
15 Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo os meus caminhos defenderei diante dele.
15 Eis que ele me matará, já não tenho esperança; mesmo assim defenderei a minha conduta diante dele.
16 Também ele será a minha salvação; porém o hipócrita não virá perante ele.
16 Também isto será a minha salvação: o fato de um ímpio não comparecer diante dele.
17 Ouvi com atenção as minhas palavras, e com os vossos ouvidos a minha declaração.
17 Ouçam com atenção as minhas palavras e escutem a minha exposição.
18 Eis que já tenho ordenado a minha causa, e sei que serei achado justo.
18 Tenho já bem-encaminhada minha causa e estou certo de que serei justificado.”
19 Quem é o que contenderá comigo? Se eu agora me calasse, renderia o espírito.
19 “Quem há que possa entrar em litígio comigo? Se houver, eu fico calado e morro.
20 Duas coisas somente não faças para comigo; então não me esconderei do teu rosto:
20 Concede-me somente duas coisas, ó Deus, e assim não me esconderei de ti:
21 Desvia a tua mão para longe, de mim, e não me espante o teu terror.
21 tira a tua mão de cima de mim, e não me amedronte o teu terror.”
22 Chama, pois, e eu responderei; ou eu falarei, e tu me responderás.
22 “Interpela-me, e eu responderei; ou deixa-me falar, e tu responderás.
23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado.
23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Mostra-me a minha transgressão e o meu pecado.”
24 Por que escondes o teu rosto, e me tens por teu inimigo?
24 “Por que escondes o teu rosto e me consideras teu inimigo?
25 Porventura acossarás uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirás o restolho seco?
25 Queres aterrorizar uma folha levada pelo vento? E perseguirás a palha seca?”
26 Por que escreves contra mim coisas amargas e me fazes herdar as culpas da minha mocidade?
26 “Pois decretas contra mim coisas amargas e me atribuis as culpas da minha mocidade.
27 Também pões os meus pés no tronco, e observas todos os meus caminhos, e marcas os sinais dos meus pés.
27 Também prendes os meus pés com correntes, observas todos os meus caminhos e traças limites à planta dos meus pés,
28 E ele me consome como a podridão, e como a roupa, à qual rói a traça.
28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida pela traça.”

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