Gênesis 37

Almeida Corrigida Fiel (ACF, 1994) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 E Jacó habitou na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.
1 Jacó habitou na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.
2 Estas são as gerações de Jacó. Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia más notícias deles a seu pai.
2 Esta é a história de Jacó. Quando José tinha dezessete anos, apascentava os rebanhos com os seus irmãos. Sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai.
3 E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.
3 Ora, Israel amava mais José do que todos os seus outros filhos, porque era filho da sua velhice; e mandou fazer para ele uma túnica talar de mangas compridas.
4 Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiaram-no, e não podiam falar com ele pacificamente.
4 Quando os seus irmãos viram que o pai o amava mais do que todos os outros filhos, odiaram-no e já não podiam falar com ele de forma pacífica.
5 Teve José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais.
5 José teve um sonho e o contou aos seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais.
6 E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado:
6 Ele lhes disse: — Peço que ouçam o sonho que tive.
7 Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava, e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho.
7 Sonhei que estávamos amarrando feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé, enquanto os feixes de vocês o rodeavam e se inclinavam diante do meu.
8 Então lhe disseram seus irmãos: Tu, pois, deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso ainda mais o odiavam por seus sonhos e por suas palavras.
8 Então os irmãos lhe disseram: — Você pensa que vai mesmo reinar sobre nós? Pensa que realmente dominará sobre nós? E com isso o odiavam ainda mais, por causa dos seus sonhos e de suas palavras.
9 E teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.
9 José teve ainda outro sonho, que ele contou aos seus irmãos, dizendo: — Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam diante de mim.
10 E contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é este que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?
10 Quando José contou esse sonho ao pai e aos seus irmãos, o pai o repreendeu, dizendo: — Que sonho é esse que você teve? Você está querendo dizer que eu, a sua mãe e os seus irmãos iremos e nos inclinaremos até o chão diante de você?
11 Seus irmãos, pois, o invejavam; seu pai porém guardava este negócio no seu coração.
11 Os irmãos tinham inveja dele; o pai, no entanto, guardou aquilo no coração.
12 E seus irmãos foram apascentar o rebanho de seu pai, junto de Siquém.
12 Como os irmãos foram apascentar o rebanho do pai, em Siquém,
13 Disse, pois, Israel a José: Não apascentam os teus irmãos junto de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele respondeu: Eis-me aqui.
13 Israel perguntou a José: — Os seus irmãos não estão apascentando o rebanho em Siquém? Venha, pois vou mandar você até eles. José respondeu: — Eis-me aqui.
14 E ele lhe disse: Ora vai, vê como estão teus irmãos, e como está o rebanho, e traze-me resposta. Assim o enviou do vale de Hebrom, e foi a Siquém.
14 Israel continuou: — Vá, agora, e veja se está tudo bem com os seus irmãos e com o rebanho; e traga-me notícias. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e ele foi a Siquém.
15 E achou-o um homem, porque eis que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe o homem, dizendo: Que procuras?
15 E um homem encontrou José, que andava errante pelo campo, e lhe perguntou: — O que você está procurando?
16 E ele disse: Procuro meus irmãos; dize-me, peço-te, onde eles apascentam.
16 Ele respondeu: — Estou procurando os meus irmãos. Por favor, pode me dizer onde eles estão apascentando o rebanho?
17 E disse aquele homem: Foram-se daqui; porque ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. José, pois, seguiu atrás de seus irmãos, e achou-os em Dotã.
17 O homem respondeu: — Foram embora daqui. Ouvi quando disseram: “Vamos a Dotã.” Então José seguiu atrás dos irmãos e os encontrou em Dotã.
18 E viram-no de longe e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele para o matarem.
18 De longe eles o viram e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar.
19 E disseram um ao outro: Eis lá vem o sonhador-mor!
19 Disseram uns aos outros: — Lá vem o grande sonhador!
20 Vinde, pois, agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos.
20 Venham, pois, agora, vamos matá-lo e jogar o corpo numa destas cisternas. Diremos que um animal selvagem o devorou. Vejamos em que vão dar os sonhos dele.
21 E ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos, e disse: Não lhe tiremos a vida.
21 Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: — Não lhe tiremos a vida.
22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; isto disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai.
22 Rúben disse mais: — Não derramem sangue. Joguem o rapaz naquela cisterna que está no deserto, e não lhe façam mal. Rúben disse isto para o livrar deles, a fim de levá-lo de volta ao pai.
23 E aconteceu que, chegando José a seus irmãos, tiraram de José a sua túnica, a túnica de várias cores, que trazia.
23 Mas, logo que José chegou a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia,
24 E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela.
24 e o jogaram na cisterna. A cisterna estava vazia, sem água.
25 Depois assentaram-se a comer pão; e levantaram os seus olhos, e olharam, e eis que uma companhia de ismaelitas vinha de Gileade; e seus camelos traziam especiarias e bálsamo e mirra, e iam levá-los ao Egito.
25 Depois sentaram-se para comer. Levantando os olhos, viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade. Seus camelos traziam especiarias, bálsamo e mirra, que levavam para o Egito.
26 Então Judá disse aos seus irmãos: Que proveito haverá que matemos a nosso irmão e escondamos o seu sangue?
26 Então Judá disse aos irmãos: — O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão e depois escondermos a sua morte?
27 Vinde e vendamo-lo a estes ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele; porque ele é nosso irmão, nossa carne. E seus irmãos obedeceram.
27 Venham, vamos vendê-lo aos ismaelitas. Não lhe façamos mal, pois é nosso irmão, é do nosso sangue. Seus irmãos concordaram.
28 Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata, aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.
28 E, quando os mercadores midianitas passaram, os irmãos de José o tiraram da cisterna e o venderam aos ismaelitas por vinte moedas de prata. E os ismaelitas levaram José para o Egito.
29 Voltando, pois, Rúben à cova, eis que José não estava na cova; então rasgou as suas vestes.
29 Quando Rúben voltou à cisterna, eis que José não estava nela; então rasgou as suas roupas.
30 E voltou a seus irmãos e disse: O menino não está; e eu aonde irei?
30 E, voltando aos seus irmãos, disse: — O rapaz não está mais lá! E agora, o que eu vou fazer?
31 Então tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue.
31 Então pegaram a túnica de José, mataram um bode e molharam a túnica no sangue.
32 E enviaram a túnica de várias cores, mandando levá-la a seu pai, e disseram: Temos achado esta túnica; conhece agora se esta será ou não a túnica de teu filho.
32 E enviaram a túnica de mangas compridas ao pai com este recado: — Achamos isto. Veja se é ou não a túnica de seu filho.
33 E conheceu-a, e disse: É a túnica de meu filho; uma fera o comeu; certamente José foi despedaçado.
33 Ele a reconheceu e disse: — É a túnica de meu filho. Um animal selvagem o devorou. Certamente José foi despedaçado.
34 Então Jacó rasgou as suas vestes, pôs saco sobre os seus lombos e lamentou a seu filho muitos dias.
34 Então Jacó rasgou as suas roupas, vestiu-se de pano de saco e lamentou o filho durante muitos dias.
35 E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; recusou porém ser consolado, e disse: Porquanto com choro hei de descer ao meu filho até à sepultura. Assim o chorou seu pai.
35 Todos os seus filhos e todas as suas filhas vieram, para o consolar; ele, porém, recusou ser consolado e disse: — Chorando, descerei à sepultura para junto do meu filho. E continuou a chorar pelo filho.
36 E os midianitas venderam-no no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda.
36 Enquanto isso, no Egito, os midianitas venderam José a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda.

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